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Crise de ansiedade: 6 atitudes para ajudar alguém

Saiba como ajudar alguém durante uma crise de ansiedade com seis atitudes de acolhimento e veja quando procurar atendimento de urgência

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Duas mulheres sentadas em um sofá; uma abraça a outra, que mantém a cabeça baixa e segura um lenço próximo ao rosto

Ver alguém com o coração acelerado, tremores e medo intenso pode deixar familiares e amigos sem saber como agir. Entretanto, manter a calma e oferecer apoio são formas de acolher a pessoa enquanto ela enfrenta esse momento.

A ansiedade pode aparecer diante de situações difíceis ou importantes. Já uma crise de pânico envolve medo intenso e sintomas físicos que surgem de maneira abrupta. Além disso, outros problemas de saúde podem provocar manifestações semelhantes, por isso não se deve atribuir automaticamente qualquer mal-estar à ansiedade.

1. Escute sem minimizar o sofrimento

Evite expressões como “isso é bobagem”, “pare de pensar nisso” ou “é só se controlar”. Em vez disso, reconheça que a pessoa está passando por um momento difícil.

Você pode dizer: “Estou aqui com você” ou “Como posso ajudar?”. Assim, oferece acolhimento sem pressioná-la a explicar imediatamente o que sente.

2. Fale com calma e faça perguntas simples

Durante a crise, acompanhar uma conversa longa pode ser difícil. Por isso, use frases curtas, mantenha um tom tranquilo e dê tempo para a pessoa responder.

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Além disso, pergunte antes de tocar, abraçar ou chamar alguém. Respeitar as preferências dela ajuda a oferecer um apoio mais adequado.

3. Ofereça um lugar mais tranquilo

Se houver muito barulho ou pessoas ao redor, proponha ir para um ambiente com menos estímulos. Entretanto, não force a mudança nem deixe a pessoa isolada contra a vontade.

Caso ela aceite, ajude-a a encontrar uma posição confortável. Enquanto isso, permaneça por perto e pergunte do que precisa.

4. Convide a respirar devagar, sem forçar

Uma respiração suave e regular pode ajudar a diminuir a hiperventilação. Por isso, convide a pessoa a inspirar e soltar o ar lentamente, no ritmo que conseguir.

Evite exigir inspirações muito profundas ou impor uma contagem desconfortável. Além disso, não utilize saco de papel para respirar, pois essa prática pode ser insegura.

5. Ajude a direcionar a atenção para o presente

Se a pessoa concordar, proponha uma tarefa simples, como contar devagar ou perceber o contato dos pés com o chão. Dessa forma, ela terá um ponto concreto para acompanhar durante o desconforto.

Entretanto, a atividade não deve virar uma cobrança. Se não ajudar, interrompa e mantenha a companhia.

6. Incentive a procura por acompanhamento

Depois que o desconforto diminuir, converse sobre buscar atendimento, especialmente quando os episódios se repetem ou prejudicam o sono, o trabalho e os relacionamentos.

Além disso, ofereça ajuda prática, como acompanhar a pessoa a uma consulta. Uma avaliação profissional permite investigar os sintomas e definir os cuidados necessários.

Quando procurar atendimento de urgência?

Dor no peito de início súbito, falta de ar intensa, desmaio ou sintomas diferentes dos episódios anteriores precisam de avaliação. Mesmo que a pessoa já tenha ansiedade, essas manifestações podem ter outras causas.

Por isso, diante de sinais de emergência, acione o Samu pelo 192 e siga as orientações da equipe. Não espere que uma técnica de relaxamento resolva o quadro.

 

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