Suspeitos fizeram fila para estuprar jovem em Goiás
A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro coletivo contra uma jovem de 21 anos em Bela Vista de Goiás. Segundo a delegada Magda D’Ávila
A Polícia Civil investiga a denúncia de estupro coletivo contra uma jovem de 21 anos em Bela Vista de Goiás. Segundo a delegada Magda D’Ávila, os suspeitos organizaram uma sequência para cometer a violência, enquanto um deles controlava a entrada e a saída das pessoas no imóvel.
Três homens, de 21, 25 e 30 anos, foram presos em flagrante. Além disso, a investigação busca identificar um adolescente que teria participado do crime e verificar a existência de outros envolvidos.
Jovem relatou perda de memória
A denúncia chegou à polícia na manhã de terça-feira (27). De acordo com a delegada, a jovem conhecia o proprietário da kitnet e foi ao endereço a convite de um dos investigados.
Após consumir a bebida oferecida no local, ela relatou não se lembrar do que aconteceu. Posteriormente, percebeu marcas pelo corpo.
Por causa da perda de memória, a polícia também apura se alguém acrescentou alguma substância à bebida. Entretanto, essa hipótese ainda depende de confirmação.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPPolícia contesta versão de consentimento
Segundo Magda D’Ávila, os investigados alegaram que as relações tiveram consentimento. A delegada, porém, afirmou que a condição relatada pela jovem a impedia de expressar sua vontade ou consentir.
Por isso, a investigação trata o caso como estupro de vulnerável. A classificação apresentada pela polícia considera a incapacidade de consentimento descrita no episódio, e não apenas o consumo de álcool.
Além disso, três testemunhas prestaram depoimento. Conforme a investigadora, os suspeitos confirmaram os atos sexuais, embora tenham apresentado uma versão diferente sobre as circunstâncias.
Delegada acolheu vítima antes do depoimento
Antes de comparecer à delegacia, a jovem enviou uma mensagem relatando vergonha e receio do julgamento de outras pessoas. Então, a delegada conversou com ela para que procurasse atendimento policial.
A investigadora relacionou esse sentimento ao machismo e à culpabilização de vítimas de violência sexual. Entretanto, a responsabilidade pela violência é de quem a pratica.
Investigação busca esclarecer participação de cada suspeito
A Polícia Civil continua reunindo informações para identificar o adolescente e esclarecer a atuação de cada investigado. Também apura se outras pessoas participaram do crime.
Os nomes dos três presos não constam nas informações divulgadas. Até o relato apresentado, não havia manifestação das respectivas defesas.
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