Goiás soma 224 mil casos de diarreia; saiba se proteger
Goiás registrou 224 mil casos de diarreia em 2026. Conheça os sintomas, os sinais de alerta e os cuidados para prevenir infecções
Goiás registrou 224 mil casos de diarreia agudas entre janeiro e outubro de 2026. No mesmo período, o Brasil ultrapassou 6 milhões de registros, segundo dados do painel de monitoramento do Ministério da Saúde citados no levantamento.
Essas doenças têm diferentes causas e frequentemente envolvem o consumo de água ou alimentos contaminados. Além disso, podem provocar desidratação, principalmente em crianças pequenas e idosos.
Como acontece a transmissão?
Vírus, como norovírus e rotavírus, além de bactérias e parasitas, estão entre os agentes causadores. Segundo o infectologista Marcelo Cordeiro, a transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral.
Isso acontece quando microrganismos presentes nas fezes contaminam mãos, superfícies, utensílios, água ou alimentos e acabam ingeridos. Por isso, lavar as mãos após usar o banheiro e antes de preparar ou consumir refeições ajuda a prevenir infecções.
Além disso, locais com saneamento precário, abastecimento irregular de água tratada e dificuldades para conservar alimentos apresentam condições que favorecem a transmissão.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPCuidados com os alimentos
O calor facilita a multiplicação de bactérias em alimentos armazenados inadequadamente. Portanto, refeições prontas não devem permanecer por muito tempo à temperatura ambiente.
Também é importante separar alimentos crus dos cozidos, refrigerar as sobras e cozinhar completamente carnes, ovos e pescados.
Outro cuidado envolve os utensílios. Usar a mesma faca ou tábua para cortar carne crua e preparar alimentos prontos, sem higienização entre as etapas, pode transferir microrganismos.
Já lavar carnes cruas na pia é uma prática desaconselhada. Segundo Cordeiro, os respingos podem contaminar bancadas, objetos e outros alimentos. Além disso, o vinagre não substitui produtos adequados para higienizar frutas e verduras.
Água precisa ter procedência segura
Quando não houver garantia de potabilidade, a orientação é filtrar ou coar a água e, depois, desinfetá-la.
Conforme as recomendações citadas no levantamento, uma opção é adicionar duas gotas de hipoclorito de sódio a 2,5%, próprio para tratamento de água, para cada litro. Em seguida, deve-se aguardar 30 minutos antes do consumo.
Na falta do produto, a alternativa é filtrar ou coar e ferver a água por cinco minutos, contados após o início da fervura.
Quais são os sintomas?
As doenças diarreicas agudas geralmente provocam três ou mais episódios de diarreia em 24 horas, com fezes menos consistentes. Além disso, o paciente pode apresentar:
- Cólicas ou dor abdominal;
- Náuseas;
- Vômitos;
- Febre;
- Sangue ou muco nas fezes.
A avaliação médica considera os sintomas e, principalmente, o estado de hidratação. Quando necessário, exames ajudam a identificar o agente responsável ou avaliar a gravidade do quadro.
Quando procurar atendimento?
A desidratação é a principal complicação e pode evoluir rapidamente. Por isso, crianças pequenas, especialmente lactentes, e idosos exigem atenção redobrada.
Piora da diarreia, vômitos repetidos, sede intensa, dificuldade para ingerir líquidos, recusa de alimentos, sangue nas fezes e diminuição da urina indicam necessidade de atendimento de saúde.
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