Colisão entre trens deixa 69 mortos na Espanha, veja o se sabe
Colisão entre trens deixa 69 mortos e 110 feridos na Espanha. Autoridades investigam falha no sistema e autorização para retomar viagem
Uma colisão entre dois trens de alta velocidade deixou ao menos 69 mortos e 110 feridos na Espanha na quarta-feira (28). O acidente aconteceu próximo a Urda, a cerca de 140 quilômetros ao sul de Madri, na linha que liga a capital a Sevilha.
Segundo o primeiro-ministro Pedro Sánchez, 50 pessoas permaneciam hospitalizadas, sendo 15 em estado grave. Além disso, equipes de emergência trabalharam no atendimento aos passageiros e na retirada das vítimas dos vagões.
As primeiras informações apontam uma falha no sistema de controle ferroviário antes da batida. Entretanto, as autoridades ainda investigam as causas e não apresentaram uma conclusão sobre as responsabilidades.
Trem atingiu outro que estava parado
O trem da estatal Renfe transportava entre 393 e 397 passageiros e seguia de Madri para Sevilha. Já a composição da Iryo levava 147 pessoas, incluindo um bebê, e permanecia parada nos trilhos.
Durante o percurso, o veículo da Renfe atingiu a traseira do outro trem. Com o impacto, vagões descarrilaram e alguns caíram em um barranco ao lado da ferrovia.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPAlém disso, passageiros relataram um forte estrondo e um incêndio em um dos vagões.
Ministro questiona autorização para retomar viagem
Segundo o ministro dos Transportes, Óscar Puente, uma falha de comunicação entre computadores interrompeu o funcionamento do sistema automatizado de gestão do tráfego, conhecido como LZB.
Diante do problema, o centro de controle ferroviário de Madri assumiu a operação de um trecho de aproximadamente 69 quilômetros. Posteriormente, às 8h36 no horário local, o trem da Renfe recebeu autorização para voltar a circular.
Entretanto, a composição da Iryo continuava parada no caminho. De acordo com Puente, também havia um sinal vermelho impedindo a passagem, circunstâncias que levaram o ministro a questionar a decisão.
Investigação apura procedimentos de segurança
Puente afirmou que os protocolos não permitiam a retomada normal da circulação naquelas condições. Caso recebesse autorização para avançar, o trem deveria seguir abaixo de 40 km/h, permitindo ao maquinista parar diante de obstáculos.
Por outro lado, a velocidade da composição no momento da colisão ainda não foi divulgada. Embora o trecho permita alcançar 200 km/h em condições normais, esse limite não indica a velocidade registrada durante o acidente.
Enquanto as apurações continuam, o Sindicato Ferroviário espanhol considerou prematuro atribuir a tragédia a erro humano. O Ministério dos Transportes e as autoridades responsáveis pela infraestrutura investigam a sequência de acontecimentos.
Governo promete esclarecer as causas
Após a colisão, Pedro Sánchez prometeu esclarecer o acidente e cobrou respostas sobre a segurança ferroviária. Além disso, o governo apura possíveis falhas nos procedimentos adotados após a interrupção do sistema.
A tragédia ocorre depois de outro acidente na mesma linha, em 18 de janeiro, que deixou 46 mortos e cerca de 300 feridos. Nesse contexto, o líder do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, pediu explicações sobre a infraestrutura e as medidas adotadas desde a ocorrência anterior.
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