Mulher aciona botão do pânico e é encontrada morta em SC
Daiana Gisele Müller acionou o botão do pânico e foi encontrada morta em Ipira, SC. Ex-marido confessou o crime e acabou preso
Daiana Gisele Müller acionou o botão do pânico após denunciar ameaças do ex-marido, mas policiais a encontraram morta em um riacho em Ipira, no interior de Santa Catarina. Ela tinha medidas protetivas em vigor contra Loreinei Moraes.
Segundo a Polícia Civil, o ex-companheiro confessou o crime ao procurar uma equipe policial em outro município. Em seguida, os agentes o prenderam em flagrante.
Policiais encontraram sinais de arrombamento
O alerta partiu do aplicativo PMSC Cidadão. Após o acionamento, policiais militares seguiram até a casa de Daiana, na comunidade de Linha Capelinha.
No endereço, a equipe encontrou sinais de arrombamento e iniciou buscas. Além disso, os policiais procuraram familiares para reunir informações sobre o paradeiro da mulher.
Durante as diligências, os agentes localizaram Daiana submersa em um riacho, sob uma ponte. Depois, o Corpo de Bombeiros Militar confirmou a morte.
Justiça havia proibido aproximação e contato
Daiana procurou a delegacia de Ipira em 8 de outubro para denunciar ameaças do ex-marido e pedir proteção. No dia seguinte, a Justiça concedeu as medidas protetivas.
A decisão proibia Loreinei de chegar a menos de 100 metros da vítima. Além disso, impedia qualquer contato com ela ou com seus familiares.
O homem também deveria participar de um programa de reeducação e prevenção da violência doméstica, com acompanhamento psicossocial. Entretanto, as circunstâncias do descumprimento das medidas ainda integram a apuração.
Ex-marido procurou a polícia em outra cidade
De acordo com o delegado Vinícius Ferraz, Loreinei esteve na residência de Daiana na manhã do crime. Posteriormente, seguiu para Presidente Castello Branco, onde procurou a Polícia Militar.
Segundo o delegado, ele admitiu ter cometido o feminicídio. Após a prisão, os policiais o encaminharam à Polícia Civil.
Agora, a investigação busca esclarecer onde ocorreram as agressões e como Daiana foi parar no riacho. A perícia também deverá determinar a causa da morte e verificar se houve uso de alguma arma.
PM não informou tempo de resposta ao alerta
A Polícia Militar afirmou, em nota, que tratou a ocorrência com prioridade. Contudo, não divulgou o intervalo entre o acionamento do botão do pânico e a chegada da equipe à residência.
Por fim, a corporação informou que a investigação da Polícia Civil deverá esclarecer os demais detalhes do atendimento e do crime.
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