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Justiça manda soltar suspeitos de matar casal em Anápolis

Justiça determina soltura de suspeitos de matar casal em Anápolis, considera prisões ilegais e manda apurar relatos de agressões

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Montagem com uma mulher de vestido preto fotografando-se no espelho e um homem de camisa polo azul em retrato frontal.

A Justiça de Goiás determinou a soltura dos dois suspeitos de envolvimento na morte de Hiago Almeida dos Santos e Ana Carolina Maia Nogueira, de 24 anos, em Anápolis. A decisão ocorreu na audiência de custódia de segunda-feira (19), após o juiz considerar ilegais as prisões realizadas pela Polícia Militar.

Além disso, o magistrado determinou o encaminhamento de informações ao Ministério Público e à Corregedoria da PM. O objetivo é apurar possíveis irregularidades na atuação dos militares, incluindo relatos de agressões.

Juiz não reconheceu situação de flagrante

O juiz Henrique Santos Magalhães Neubauer, da 3ª Vara Criminal de Anápolis, entendeu que as circunstâncias das detenções não caracterizavam flagrante. Os policiais localizaram os suspeitos em Campo Limpo de Goiás, aproximadamente sete horas depois do crime.

Por isso, o magistrado determinou o relaxamento das prisões. A decisão trata da legalidade das detenções e não representa uma conclusão sobre a responsabilidade dos investigados pelas mortes.

PM relatou confissões dos investigados

Segundo os registros policiais, um dos suspeitos admitiu participação no ataque e indicou o outro envolvido. O segundo homem também teria confessado e fornecido informações sobre o uso da motocicleta.

Durante a operação, os militares localizaram duas armas de fogo e uma moto apontada como o veículo utilizado no crime. A ação contou com equipes da PM, apoio da Companhia de Policiamento Especializado e militares de Campo Limpo de Goiás.

Entretanto, os relatos de confissão não afastaram o entendimento judicial sobre a ausência de flagrante. As declarações atribuídas aos suspeitos integram os elementos que deverão passar por análise na investigação.

Relatos de agressões terão apuração

Além de analisar as prisões, a audiência resultou na determinação de apurar a conduta dos policiais. Assim, o Ministério Público e a Corregedoria deverão examinar os relatos e verificar se houve irregularidades.

O encaminhamento, porém, não comprova que os militares tenham cometido alguma infração. Eventuais responsabilidades dependerão do resultado das apurações.

Investigação das mortes continua

O ataque aconteceu no domingo (18), em frente a uma distribuidora na Avenida Presidente Kennedy, no bairro Maracanã. Segundo as informações policiais, dois homens chegaram em uma motocicleta e dispararam contra o casal.

Hiago morreu no local. Já Ana Carolina recebeu socorro, mas não resistiu aos ferimentos.

A soltura dos suspeitos não encerra a investigação nem equivale a uma absolvição. Portanto, os dois continuam sujeitos à apuração e poderão enfrentar uma nova ordem de prisão, caso a Justiça reconheça os requisitos necessários.

 

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