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Mãe e padrasto são presos após criança levar tiro em Goiás

A Polícia Civil de Goiás prendeu a mãe, o padrasto e o proprietário da casa onde um menino de 10 anos sofreu um disparo de arma de pressão

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Três pessoas aparecem de costas diante do símbolo da Polícia Civil de Goiás, em uma unidade policial.

Polícia também prendeu o dono da casa onde ocorreu o disparo. Perícia encontrou indícios que contradizem a versão de acidente, e os três são suspeitos de tentativa de homicídio.

A Polícia Civil de Goiás prendeu a mãe, o padrasto e o proprietário da casa onde um menino de 10 anos sofreu um disparo de arma de pressão, conhecida como espingarda de chumbinho, em Palmeiras de Goiás. As prisões ocorreram nesta segunda-feira (21), uma semana após a criança receber atendimento médico em estado grave.

Inicialmente, os envolvidos apresentaram o caso como um disparo acidental. No entanto, a perícia encontrou elementos que colocam essa versão em dúvida. Por isso, a polícia passou a investigar os três por suspeita de tentativa de homicídio.

Além disso, os investigadores apuram a possibilidade de o menino ter sofrido agressões. A reportagem original não informou o estado de saúde atualizado da criança nem apresentou manifestações das defesas dos suspeitos.

O que fez a polícia desconfiar da versão de acidente?

O disparo ocorreu em 14 de setembro. Na ocasião, os envolvidos relataram à polícia que o menino estava em um dos quartos da residência e teria manuseado a espingarda de pressão sozinho.

Segundo a mãe, ela estava em outro quarto com um dos filhos quando ouviu o disparo. Em seguida, foi até o cômodo e encontrou o menino ferido.

Entretanto, a análise da arma levantou dúvidas sobre essa explicação. De acordo com a Polícia Civil, a espingarda possui cano longo e exige recarga manual a cada disparo.

Além disso, o mecanismo demanda um esforço físico que os investigadores consideram incompatível com a capacidade de uma criança de 10 anos.

Diante desses indícios, a polícia passou a questionar a hipótese de acidente e aprofundou a investigação. Como resultado, os agentes prenderam a mãe, o padrasto e o proprietário do imóvel por suspeita de tentativa de homicídio.

Carro capotou durante socorro à criança

Após o disparo, a mãe e o padrasto colocaram o menino em um carro para buscar atendimento médico. Entretanto, o veículo capotou durante o trajeto.

O Corpo de Bombeiros socorreu os três ocupantes e os encaminhou ao Hospital Municipal Natalino Alberto de Morais. Devido à gravidade dos ferimentos, a criança precisou de transporte de helicóptero.

No atendimento, os médicos identificaram dois ferimentos na região da cabeça do menino. Por isso, a equipe providenciou a transferência para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

A Polícia Militar também atendeu à ocorrência. Posteriormente, os agentes apreenderam a espingarda e encaminharam o equipamento à Delegacia da Polícia Civil de Palmeiras de Goiás.

Três suspeitos foram presos por tentativa de homicídio

Com o avanço da investigação, a Polícia Civil reuniu elementos que motivaram as prisões nesta segunda-feira (21). Os agentes detiveram a mãe, o padrasto e o fazendeiro proprietário da residência onde ocorreu o disparo.

Agora, a corporação busca esclarecer quem efetuou o tiro e qual foi a participação de cada investigado. Além disso, a equipe apura os indícios de possíveis agressões contra o menino.

Até a atualização da reportagem original, a polícia não havia divulgado uma conclusão sobre a dinâmica do disparo. Portanto, a suspeita de tentativa de homicídio ainda depende do andamento da investigação.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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