O que se sabe sobre a morte de casal em distribuidora de Anápolis
Veja o que já se sabe sobre a morte de Hiago e Ana Carolina em Anápolis, as prisões dos suspeitos e as hipóteses investigadas pela polícia.
A morte de um casal em frente a uma distribuidora de bebidas no bairro Maracanã, em Anápolis, levou à prisão de dois suspeitos poucas horas depois do ataque. O crime aconteceu no fim da tarde de domingo (18), na Avenida Presidente Kennedy.
As vítimas são Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, proprietário da Adega do Sete, e Ana Carolina Maia, de 24. Nesta segunda-feira (19), a Polícia Militar apresentou informações sobre as prisões e uma possível motivação.
Entretanto, a Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias do duplo homicídio. Confira o que se sabe até agora.
Como aconteceu o ataque?
O casal estava sentado em frente ao estabelecimento quando dois homens chegaram em uma motocicleta. Em seguida, os agressores efetuaram vários disparos contra as vítimas.
Hiago recebeu seis tiros e morreu no local. Já Ana Carolina sofreu pelo menos três disparos, recebeu socorro e seguiu para o Hospital Municipal Alfredo Abrahão, mas não resistiu.
Quem são os suspeitos presos?
A Polícia Militar localizou dois homens, de 20 e 28 anos, em Campo Limpo de Goiás, poucas horas após o crime. A operação contou com equipes da 24ª Companhia Independente da PM e apoio da Companhia de Policiamento Especializado.
Além das prisões, os policiais apreenderam um revólver calibre .38 e uma pistola calibre .380. Também encontraram uma motocicleta apontada como o veículo utilizado no ataque.
Segundo o comandante do 3º Comando Regional da PM, coronel Fábio Costa, um dos detidos tinha registro de ato infracional análogo a homicídio. O outro, por sua vez, não possuía passagens policiais conhecidas.
O que a polícia aponta como possível motivação?
Durante a coletiva desta segunda-feira, Fábio Costa afirmou que os presos relataram uma cobrança relacionada ao tráfico de drogas. Segundo a versão apresentada pela PM, o caso pode envolver uma disputa entre facções com atuação no Rio de Janeiro.
Ainda conforme o comandante, Hiago teria contato com um homem escondido em uma comunidade carioca e realizaria a contabilidade de valores ligados a ele.
A hipótese é que integrantes de um grupo rival tenham recrutado os suspeitos para fazer a cobrança. Contudo, a investigação ainda precisa confirmar essas relações e esclarecer sua ligação com os assassinatos.
Por que Ana Carolina também foi atingida?
Na avaliação apresentada pelo comandante, Ana Carolina morreu por sua ligação com Hiago. Entretanto, essa interpretação ainda depende da apuração conduzida pela Polícia Civil.
Além disso, Fábio Costa atribuiu aos presos a afirmação de que a distribuidora funcionaria como ponto de atividade criminosa. O relato dos suspeitos, porém, não comprova essa utilização do estabelecimento.
O que ainda falta esclarecer?
O Grupo de Investigação de Homicídios da Polícia Civil conduz o caso. Para esclarecer a dinâmica do ataque, os investigadores deverão confrontar os depoimentos com a perícia e os demais elementos reunidos.
Além da motivação, a apuração busca definir a responsabilidade de cada suspeito e identificar possíveis participantes no planejamento do crime.
Assim, a eventual ligação do casal com organizações criminosas e a existência de mandantes permanecem como pontos sob investigação.
Adicione como fonte preferencial no Google


