Filha gritou antes de mulher ser morta atropelada Goiás, veja
Filha de 8 anos gritou pela mãe antes de Larissa morrer atropelada em Aparecida de Goiânia, em Goiás, diz vizinha.
A filha de Larissa Pereira Macêdo, de 32 anos, gritou pela mãe antes de ela morrer atropelada por um caminhão conduzido pelo companheiro, em Aparecida de Goiânia, em Goiás. Segundo uma vizinha, a menina, de 8 anos, alertou que o homem poderia matar a mãe.
O caso aconteceu no domingo (1º), no Setor Vera Cruz. Conforme relatos de moradores, Larissa subiu no degrau de acesso à cabine após uma discussão com o companheiro. Em seguida, caiu enquanto o veículo estava em movimento e sofreu o atropelamento.
“Ela gritou várias vezes que ele ia matar a mãe dela. ‘Vai matar a minha mãe’, mas mesmo assim ele andou com o caminhão”, afirmou a vizinha Letícia Tavares.
Criança relatou agressões contra a mãe
De acordo com a Polícia Militar, testemunhas passaram parte do domingo em uma festa na casa de Larissa. À noite, o grupo foi a uma distribuidora de bebidas próxima ao imóvel.
Depois disso, a mulher e o companheiro retornaram à residência. Entretanto, quando os demais participantes voltaram a pé, encontraram a filha da vítima desesperada na rua.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPSegundo os relatos apresentados à PM, a criança contou que o homem havia dado socos na mãe. Na sequência, as testemunhas encontraram Larissa caída na via pública.
Além disso, Letícia afirmou que a menina descreveu movimentos de zigue-zague e freadas do caminhão enquanto a mãe estava na lateral do veículo.
Vizinha descreve percurso do caminhão
Outra moradora, Bárbara Pereira Tavares, relatou que o motorista percorreu o quarteirão com Larissa na lateral do caminhão.
“Foi tudo muito rápido. Ela grudou na lateral do caminhão, ele rodeou o quarteirão e ela caiu mais ou menos no começo da rua e ele arrastou ela até o fim”, disse.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local. No entanto, a equipe constatou a morte de Larissa.
A Polícia Científica confirmou o atropelamento e informou que a causa da morte foi anemia aguda por politraumatismo.
Companheiro não havia sido localizado
Após o atropelamento, o caminhão ficou em frente à residência do casal, com vestígios de sangue da vítima.
Segundo as informações sobre o caso, o companheiro teria seguido até um posto de combustíveis, solicitado um carro por aplicativo e deixado o local. Até segunda-feira (2), a polícia ainda não havia localizado o homem, apontado como suspeito.
Por enquanto, as circunstâncias da morte e os relatos de agressão permanecem sob apuração.
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