Condenado por matar ex é suspeito de assassinar atual esposa
Condenado por matar a ex-namorada, homem é suspeito de assassinar a esposa em Rio Preto nove meses após obter liberdade condicional
Um homem condenado pelo assassinato da ex-namorada é o principal suspeito de matar a esposa a facadas em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Hiago Moreira Schnornberger deixou a prisão em janeiro de 2026, após cumprir pouco mais de nove anos pelo crime anterior.
O novo caso aconteceu na quarta-feira (21), no bairro Parque da Cidadania. Segundo o relato da filha da vítima à TV TEM, o suspeito atacou Elisângela dentro de um quarto e fugiu depois que a adolescente tentou impedir as agressões.
Adolescente tentou proteger a mãe
A filha de Elisângela, de 15 anos, contou que ouviu uma discussão entre a mãe e o padrasto. Em seguida, os dois foram para o quarto, de onde partiram pedidos de socorro.
Ao ouvir os gritos, a adolescente arrombou a porta e encontrou o homem esfaqueando a mãe. Então, tentou interromper o ataque, mas ele deixou a residência a pé e descalço.
Depois disso, a jovem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Entretanto, Elisângela não resistiu aos ferimentos.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPConforme a delegada Karina Fernandes Melo Santana, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a vítima apresentava pelo menos três perfurações e lesões nos braços e nas mãos compatíveis com tentativas de defesa.
Família relata que suspeito não aceitava separação
Familiares disseram à polícia que o casal estava junto havia aproximadamente seis meses. Além disso, relataram episódios de ciúmes excessivos durante o relacionamento.
A adolescente também afirmou ter ouvido o padrasto pedir que Elisângela desistisse da separação. Essa versão integra os relatos sobre a possível motivação do crime, que a Polícia Civil ainda investiga.
Condenação anterior teve redução de pena
Em dezembro de 2016, Hiago matou a ex-namorada Fernanda Aparecida da Silva, de 18 anos, em Pitangueiras (SP). Segundo a denúncia do Ministério Público, ele não aceitava o término e atraiu a jovem para uma área de mata sob o pretexto de acampar.
Em setembro de 2018, o Tribunal do Júri o condenou a 24 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Posteriormente, porém, um recurso da defesa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 14 anos.
Conforme os documentos consultados pelo g1, a defesa questionou o cálculo da punição e a ausência de reconhecimento da confissão como atenuante.
Liberdade condicional começou em janeiro
Hiago passou ao regime semiaberto em abril de 2025. Depois, em 15 de janeiro de 2026, obteve liberdade condicional.
No pedido, a defesa apresentou argumentos relacionados ao tempo de pena cumprido, ao comportamento na unidade prisional e à participação em atividades de estudo e trabalho.
Agora, a DDM investiga a morte de Elisângela como feminicídio. Na atualização da reportagem fornecida, Hiago ainda não havia sido localizado e era considerado foragido.
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