O mercado de conteúdo adulto na internet reúne diversos nichos, e um deles tem chamado atenção pelo alto faturamento. A venda de calcinhas usadas pode movimentar até R$ 300 mil para criadoras de conteúdo, segundo relatos de profissionais que atuam nesse segmento.
Embora ainda seja um tema cercado por tabus no Brasil, a prática faz parte do universo dos fetiches e atrai consumidores dispostos a pagar valores elevados por produtos personalizados.
Personalização influencia o valor das peças
De acordo com criadoras de conteúdo adulto, o preço varia conforme as exigências de cada comprador.
Além disso, fatores como tempo de uso, características da peça e solicitações específicas influenciam diretamente no valor final.
Segundo a influenciadora Mel Breia, que atua nesse mercado, a procura constante levou a atividade a se tornar parte da rotina profissional.
Ela explica que não existe uma tabela fixa de preços, já que cada pedido possui características diferentes.
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Venda exige organização e dedicação
Apesar da possibilidade de altos ganhos, quem trabalha nesse nicho afirma que a atividade exige dedicação diária.
Além de selecionar as peças, as criadoras precisam fotografar os produtos, negociar com clientes, organizar envios e administrar as plataformas onde divulgam o conteúdo.
Por isso, profissionais da área destacam que o trabalho vai muito além da publicação de fotos e vídeos.
Criadoras relatam desafios no contato com clientes
Outro desafio citado por quem atua no setor envolve o relacionamento com parte dos consumidores.
Segundo relatos, alguns usuários ultrapassam limites durante o contato, enviam mensagens inadequadas e não respeitam o caráter profissional da atividade.
Dessa forma, as criadoras afirmam que estabelecer regras e limites se tornou uma medida necessária para manter o trabalho com segurança.
Fetiche movimenta nicho do mercado adulto
Especialistas e criadoras explicam que o interesse por peças íntimas usadas está ligado ao universo dos fetiches e à busca por experiências personalizadas.
Enquanto alguns consumidores valorizam a exclusividade dos produtos, outros procuram uma conexão simbólica com a pessoa que utilizou a peça.
Por esse motivo, esse segmento continua atraindo compradores e movimentando o mercado de conteúdo adulto no Brasil e em outros países.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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