Mulher maltrata animais e é solta horas depois no Brasil

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Em São Paulo, uma mulher investigada por gravar vídeos de extrema crueldade contra animais, torturando e matando seres indefesos para vender esse conteúdo na internet, foi presa e colocada em liberdade poucas horas depois.

Os vídeos eram comercializados para pessoas no exterior e tinham como objetivo atender fetiches e gerar excitação sexual através do sofrimento animal. Não estamos diante de um simples caso de maus-tratos!

Estamos falando de torturaviolência extrema e exploração comercial da dor. Estamos falando de animais que sofreram e morreram para alimentar um mercado perverso que movimenta dinheiro e encontra consumidores dispostos a pagar por esse tipo de conteúdo.

Esse problema não termina em quem segura a câmera ou pratica a agressão. Quem produz deve responder por seus atos.

Daiana Schuinsekel de Almeida
Daiana Schuinsekel de Almeida

Quem divulga também. Mas quem compra, financia e consome esse material igualmente faz parte da engrenagem dessa crueldade. Se existe oferta, é porque existe demanda. Cada clique, cada pagamento e cada compartilhamento ajuda a manter viva uma rede baseada no sofrimento de animais inocentes.

Por isso, é fundamental que o Brasil avance no endurecimento das leis. Projetos como o PL 1043/2026, que propõe a criação de uma Política de Prevenção e Repressão a Crimes Cibernéticos contra Animais, representam um passo importante para enfrentar uma realidade que ainda recebe pouca atenção das autoridades e da sociedade.

Quem tortura animais por prazer, por dinheiro ou para atender interesses de terceiros precisa enfrentar punições severas. E aqueles que financiam essa prática também devem ser identificados, investigados e responsabilizados.

Maltratar animais é crime. Torturar animais é crime.
Lucrar em cima deve ser tratado com a gravidade que merece.

Denuncie, afinal, nenhuma sociedade que tolera a crueldade contra os mais vulneráveis pode se considerar verdadeiramente justa.

Ana Gabriela Luiz - Jornalista
Ana Gabriela Luiz é jornalista e CEO do Portal Viva Goiás

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