Goiás contabilizou 138 casos de síndrome mão-pé-boca em 2026, distribuídos em sete municípios. Apesar de não registrar internações nem mortes até o momento, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforça a importância do diagnóstico precoce, do isolamento dos pacientes e das medidas de higiene para evitar novos surtos, principalmente entre crianças pequenas.
Os casos ocorreram nos municípios de Formosa (46), Anápolis (46), Goiânia (15), Aparecida de Goiânia (12), Ouro Verde de Goiás (8), Indiara (6) e Ivolândia (5). Todas as ocorrências envolveram crianças entre 1 e 6 anos de idade, com média de 2 anos.
Crianças pequenas concentram a maioria dos casos
Segundo a SES-GO, a síndrome mão-pé-boca atinge principalmente crianças menores de cinco anos.
Além disso, especialistas explicam que os hábitos comuns dessa faixa etária, como levar objetos e as mãos à boca e ainda estar em fase de aprendizado da higiene, facilitam a transmissão do vírus.
De acordo com o coordenador do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs), Fabiano Marques, o Estado monitora a doença principalmente quando surgem surtos.
Conforme ele explicou, um surto ocorre quando dois ou mais casos apresentam vínculo epidemiológico, geralmente dentro de um mesmo ambiente, como escolas e creches.
Sintomas exigem atenção dos pais
Na maioria das vezes, a doença apresenta evolução leve. Ainda assim, os pais precisam observar os primeiros sinais para procurar atendimento médico quando necessário.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre;
- Dor de garganta;
- Mal-estar;
- Falta de apetite;
- Vômitos;
- Diarreia;
- Feridas na boca;
- Lesões nas mãos e nos pés.
Além disso, as lesões também podem aparecer nas nádegas, joelhos, cotovelos e outras áreas úmidas do corpo.
Por outro lado, sintomas como sonolência excessiva, irritabilidade intensa, dificuldade para caminhar, movimentos anormais, febre por mais de 72 horas e alterações nas feridas exigem nova avaliação médica.
Isolamento ajuda a evitar novos surtos
Além do tratamento, a SES-GO destaca que o isolamento das crianças infectadas desempenha papel fundamental no controle da doença.
Por isso, especialistas orientam que os pacientes permaneçam afastados de escolas e creches enquanto apresentarem lesões. Esse período normalmente varia entre três e sete dias, embora possa chegar a dez dias em alguns casos.
Além disso, mesmo após o desaparecimento dos sintomas, o organismo pode eliminar o vírus pelas fezes durante várias semanas.
Dessa forma, a higiene das mãos, a troca correta de fraldas e a limpeza de banheiros, brinquedos, mesas, cadeiras, maçanetas e outras superfícies continuam sendo indispensáveis para reduzir o risco de transmissão.
Adultos também podem contrair a doença
Embora a síndrome mão-pé-boca afete principalmente crianças, adultos também podem desenvolver a infecção.
No entanto, os sintomas costumam surgir de forma mais leve nessa faixa etária.
Além disso, algumas pessoas podem apresentar descamação das mãos e dos pés ou até o descolamento temporário das unhas semanas após a recuperação. Apesar disso, essas alterações não indicam agravamento da doença, mas fazem parte da evolução do quadro.
Por fim, a Secretaria de Estado da Saúde orienta escolas, creches e unidades de saúde a comunicarem rapidamente qualquer suspeita de surto. Assim, as equipes de vigilância conseguem adotar medidas de controle com mais rapidez e reduzir a disseminação da doença.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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