AVC em crianças e adolescentes: conheça os sintomas

24/06/2026

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Embora seja mais comum em adultos, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) também pode atingir crianças e adolescentes. Apesar de raro, o problema exige atenção imediata, já que o diagnóstico rápido pode reduzir significativamente o risco de sequelas permanentes.

Diante desse cenário, entidades médicas dos Estados Unidos incluíram, pela primeira vez, recomendações específicas para pacientes pediátricos em novas diretrizes sobre AVC isquêmico.

Novas orientações focam no diagnóstico precoce

As recomendações foram elaboradas pela American Heart Association e pela American Stroke Association. O principal objetivo é acelerar a identificação dos casos e garantir que as crianças recebam tratamento o mais rápido possível.

Além disso, o documento destaca a importância da realização de exames de imagem para confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia de tratamento.

Segundo especialistas, um dos maiores desafios continua sendo o reconhecimento dos sintomas, já que muitas pessoas ainda acreditam que o AVC afeta apenas adultos.

Crianças também podem sofrer AVC

Embora a incidência seja menor, diversos fatores podem aumentar o risco de AVC na infância.

Entre as causas mais comuns estão:

  • Malformações dos vasos sanguíneos cerebrais;
  • Doenças cardíacas congênitas;
  • Doenças autoimunes;
  • Distúrbios de coagulação;
  • Traumas;
  • Algumas infecções.

Por isso, médicos reforçam que qualquer suspeita deve ser tratada como uma emergência.

Sintomas exigem atendimento imediato

Assim como ocorre em adultos, o tempo é fundamental para reduzir os danos causados pelo AVC.

Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Dor de cabeça intensa e repentina;
  • Vômitos sem explicação aparente;
  • Sonolência excessiva;
  • Convulsões;
  • Alterações na visão;
  • Dificuldade de coordenação motora;
  • Fraqueza em um lado do corpo;
  • Alterações na fala;
  • Assimetria facial.

Dessa forma, ao perceber qualquer um desses sintomas, familiares devem procurar atendimento médico imediatamente.

Diretrizes ampliam opções de tratamento

Além de reforçar a necessidade do diagnóstico rápido, as novas orientações também estabelecem critérios para tratamentos que ajudam a restabelecer o fluxo sanguíneo cerebral.

Em alguns casos, médicos podem utilizar medicamentos específicos para dissolver coágulos. Já em pacientes selecionados, especialmente crianças acima de 6 anos, a trombectomia mecânica — procedimento que remove o coágulo por meio de cateter — também pode ser considerada.

Além disso, as diretrizes destacam a importância da ressonância magnética e da angiorressonância para diferenciar o AVC de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes.

Diagnóstico rápido reduz risco de sequelas

Especialistas ressaltam que cada minuto faz diferença durante um AVC. Isso porque a interrupção do fluxo sanguíneo provoca a morte de células cerebrais, aumentando o risco de sequelas que podem comprometer a fala, os movimentos, a aprendizagem e até mesmo colocar a vida do paciente em risco.

Por esse motivo, médicos reforçam a importância de reconhecer os sinais precocemente e buscar ajuda especializada o mais rápido possível.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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