Dormir pouco já costuma preocupar médicos e especialistas, mas pesquisas recentes também acenderam um alerta para quem dorme além do necessário. Segundo estudos divulgados nos últimos meses, o excesso de sono pode acelerar o envelhecimento do organismo e aumentar riscos para a saúde.
Estudo relaciona excesso de sono ao envelhecimento
Pesquisadores analisaram dados de cerca de meio milhão de participantes do Biobanco do Reino Unido para entender os impactos do sono no corpo humano.
Além disso, os cientistas utilizaram 23 relógios biológicos ligados a 17 sistemas do organismo, incluindo cérebro, pulmões, coração e sistema imunológico.
Dormir demais também pode prejudicar
Os resultados, publicados na revista Nature, mostraram que tanto dormir pouco quanto dormir em excesso pode acelerar o envelhecimento biológico.
Ao mesmo tempo, os pesquisadores identificaram um padrão em forma de “U”, no qual extremos de sono apresentaram os piores resultados.
Intervalo ideal ficou entre 6 e 8 horas
Segundo a pesquisa, os participantes que dormiam entre 6,4 e 7,8 horas por noite apresentaram os melhores indicadores de saúde.
Por outro lado, pessoas que dormiam menos de seis horas ou mais de oito horas tiveram maior aceleração no envelhecimento do organismo.
Corpo realiza funções importantes durante o sono
Especialistas explicam que o sono ajuda o organismo a executar processos metabólicos, hormonais e imunológicos fundamentais para a saúde.
Além disso, o descanso adequado auxilia na recuperação física, na memória e no funcionamento cerebral.
Sono excessivo pode indicar outros problemas
Médicos também alertam que dormir demais pode estar relacionado a condições como depressão, sedentarismo, alterações hormonais e distúrbios do sono.
Por isso, especialistas recomendam procurar avaliação médica quando o excesso de sono se torna frequente.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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