Motoristas que trafegam entre Anápolis e Goiânia poderão enfrentar um aumento significativo no valor do pedágio nos próximos anos. Com a nova concessão da chamada Rota do Pequi, a tarifa para carros de passeio pode chegar a R$ 20, segundo projeções citadas pelo Portal Contexto.
Atualmente, a praça de pedágio de Goianápolis cobra R$ 5,40 de veículos de passeio. Entretanto, o novo contrato prevê investimentos bilionários nas rodovias e poderá alterar o modelo tarifário praticado no trecho.
O Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) marcaram o leilão para 17 de dezembro de 2026. A concessão envolve 211,6 quilômetros das BRs 060 e 153, no corredor que conecta Goiânia, Anápolis e Brasília.
Novo contrato prevê R$ 4,14 bilhões em investimentos
O edital da Rota do Pequi prevê aproximadamente R$ 4,14 bilhões em investimentos ao longo da concessão.
Entre as intervenções previstas estão mais de 50 quilômetros de terceiras faixas na BR-060. Além disso, o projeto inclui a construção do Contorno de Goiânia e outras melhorias na infraestrutura rodoviária.
Atualmente, a Triunfo Concebra opera o trecho. A empresa, porém, solicitou a devolução amigável da concessão, o que abriu caminho para uma nova licitação.
Assim, o governo federal pretende selecionar uma nova empresa responsável pela administração, manutenção e execução das obras previstas para as rodovias.
Tarifa pode subir dos atuais R$ 5,40
Um dos pontos que mais chama atenção dos motoristas é justamente o possível valor da nova tarifa.
Hoje, carros de passeio pagam R$ 5,40 na praça de Goianápolis. No entanto, projeções mencionadas pelo Portal Contexto apontam que a tarifa poderá chegar a R$ 20 no cenário mais elevado considerado para o novo modelo.
Isso representaria um aumento expressivo para quem utiliza frequentemente a BR-060 entre Anápolis e Goiânia.
Contudo, o valor de R$ 20 ainda não representa uma tarifa definida. O preço efetivamente cobrado dependerá do resultado do processo de concessão e das condições estabelecidas para a futura operação.
Por que o pedágio pode ficar mais caro?
O possível aumento está relacionado, principalmente, ao volume de investimentos previsto no novo contrato.
Diferentemente da concessão anterior, o modelo busca garantir recursos suficientes para financiar as obras e a manutenção das rodovias durante o período contratual.
Por isso, a estrutura financeira da nova concessão deverá considerar tanto os investimentos obrigatórios quanto os custos de operação do trecho.
Ao mesmo tempo, o corredor possui grande fluxo de veículos de passeio e transporte de cargas, especialmente por conectar Goiânia, Anápolis e Brasília.
Motoristas frequentes poderão ter desconto
Apesar da possibilidade de aumento, o contrato prevê mecanismos para reduzir o impacto sobre quem utiliza a rodovia com frequência.
Entre eles está o Desconto de Usuário Frequente (DUF). O sistema concede abatimentos progressivos para motoristas que passam repetidamente pelas praças de cobrança utilizando tags eletrônicas.
Dessa forma, quem realiza diariamente o trajeto entre cidades como Anápolis, Goianápolis e Goiânia poderá pagar valores menores conforme a frequência de utilização.
Além disso, o trecho poderá receber sistemas eletrônicos de cobrança.
Trecho poderá ter pedágio sem cancela
Outra mudança prevista é a possibilidade de implantação do sistema Free Flow. Nesse modelo, o motorista não precisa parar em uma praça de pedágio tradicional.
Pórticos instalados sobre a rodovia identificam automaticamente os veículos e registram a passagem. Assim, a cobrança ocorre de forma eletrônica, reduzindo a necessidade de cancelas e paradas.
A adoção do sistema, porém, dependerá da implantação prevista no novo contrato.
Leilão está marcado para dezembro
O leilão da Rota do Pequi está previsto para 17 de dezembro de 2026. Até lá, empresas interessadas poderão analisar as condições do edital e avaliar a participação na disputa.
Portanto, apesar das projeções de aumento, ainda não existe confirmação de que o pedágio entre Anápolis e Goiânia chegará exatamente a R$ 20.
O resultado do leilão deverá definir quem assumirá o trecho e ajudar a determinar como ficará a cobrança para os motoristas nos próximos anos.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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