A fiscalização de trânsito poderá contar com uma nova ferramenta para identificar substâncias psicoativas em motoristas. O chamado “drogômetro” utiliza uma amostra de saliva e consegue apontar a presença de diferentes compostos, inclusive alguns encontrados em medicamentos de uso controlado, em nova Lei Seca.
Entre as substâncias que podem aparecer nos testes estão THC, anfetaminas, tramadol, fentanil, morfina e cetamina. Além disso, o equipamento pode identificar cocaína, metanfetamina, MDMA e LSD.
A novidade chama atenção principalmente de pessoas que fazem uso de medicamentos prescritos, já que um resultado positivo não significa, necessariamente, consumo de uma droga ilícita.
Venvanse e Tramal estão entre os medicamentos
Um dos exemplos envolve o Venvanse, medicamento utilizado no tratamento do TDAH. Seu princípio ativo, a lisdexanfetamina, pertence à classe das anfetaminas e integra a lista de substâncias psicotrópicas controladas pela Anvisa.
Outro caso é o tramadol, analgésico opioide usado no tratamento de dores moderadas a intensas. A substância aparece em medicamentos como o Tramal e também em versões genéricas ou associadas ao paracetamol.
Além disso, o teste pode identificar fentanil e morfina, substâncias utilizadas legalmente na medicina para controle da dor. A cetamina, usada principalmente como anestésico, também aparece entre os compostos que podem ser pesquisados.
Cannabis também pode ser detectada
O THC, principal componente psicoativo da cannabis, também pode aparecer no teste de saliva. No Brasil, entretanto, existem produtos à base de cannabis autorizados para uso medicinal.
Por isso, a identificação de determinada substância precisa considerar as circunstâncias de cada caso e as regras estabelecidas para a fiscalização.
Veja algumas substâncias que podem ser identificadas
Entre os compostos previstos estão:
- THC (cannabis);
- anfetaminas;
- tramadol;
- fentanil;
- morfina;
- cetamina;
- cocaína;
- metanfetamina;
- MDMA (ecstasy);
- LSD.
O equipamento funciona inicialmente como uma ferramenta de triagem. Dessa forma, ele indica a presença ou ausência das substâncias pesquisadas na amostra de saliva.
Teste positivo não significa infração automática
Um resultado positivo no drogômetro, porém, não significa automaticamente que o motorista cometeu uma infração por dirigir sob efeito de drogas.
Conforme as regras descritas para a nova fiscalização, o agente também deverá observar sinais de alteração da capacidade psicomotora. Assim, a análise não deverá considerar apenas o resultado do teste de saliva.
Esse ponto ganha importância principalmente nos casos de motoristas que utilizam medicamentos controlados com prescrição médica.
Além disso, a implantação dos novos equipamentos deve ocorrer gradualmente, já que os aparelhos ainda dependem dos procedimentos de certificação e da adaptação dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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