Motoristas que utilizam rodovias com pedágio eletrônico agora têm uma nova forma de acompanhar as cobranças. O aplicativo CNH do Brasil passou a concentrar informações sobre passagens pelo sistema free flow, que funciona sem praças de pedágio e cancelas.
A ferramenta permite verificar quando e onde o veículo passou por um pórtico, identificar a concessionária responsável e consultar a situação da tarifa. Além disso, o motorista consegue acessar o canal disponível para realizar o pagamento.
Apesar da integração, a quitação ainda não acontece diretamente dentro do aplicativo. Por enquanto, a CNH do Brasil direciona o usuário para o sistema da concessionária responsável pela cobrança.
Como consultar o pedágio pela CNH do Brasil
Para acessar o serviço, o motorista precisa entrar no aplicativo CNH do Brasil utilizando a conta gov.br. Depois, deve acessar a área “Veículos” e selecionar a opção “Pedágio Eletrônico”.
Nesse espaço, o usuário consegue visualizar as passagens registradas e acompanhar a situação das tarifas. O sistema mostra, por exemplo, cobranças pendentes, vencidas ou ainda em processamento.
Caso exista um valor para quitar, o aplicativo disponibiliza o acesso ao canal da concessionária. A partir daí, o motorista poderá utilizar as formas de pagamento oferecidas pela empresa, como Pix ou cartão.
Sistema reúne passagens em diferentes rodovias
Uma das principais mudanças está na centralização das informações. A plataforma deve reunir dados dos pedágios eletrônicos integrados às bases nacionais de trânsito, inclusive em rodovias federais, estaduais e distritais.
Dessa forma, o motorista não precisa descobrir inicialmente qual concessionária administra cada trecho apenas para localizar uma passagem registrada.
No entanto, cada empresa ainda mantém seu próprio sistema para receber o pagamento.
Quem usa tag também pode consultar
Motoristas que possuem tag instalada no veículo continuam com a cobrança automática, conforme as condições da operadora contratada.
Mesmo assim, o histórico das passagens também pode aparecer na CNH do Brasil. Com isso, o usuário consegue acompanhar os registros e identificar eventuais cobranças que considere indevidas.
A ferramenta pode ajudar, por exemplo, em situações envolvendo suspeitas de clonagem ou placas dublês.
Aplicativo enviará alertas sobre cobranças
Além da consulta, o aplicativo deve avisar o motorista quando houver uma tarifa de free flow para pagamento.
Segundo as informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes, o primeiro alerta deve chegar depois da homologação da cobrança, processo previsto para ocorrer em até 24 horas após a passagem.
Posteriormente, o usuário deverá receber outro aviso cinco dias antes do vencimento. Assim, a medida busca reduzir casos em que motoristas deixam de pagar por desconhecer a cobrança.
Pagamento ainda depende das concessionárias
Embora reúna as informações em um único ambiente, a CNH do Brasil ainda não oferece pagamento centralizado.
Por isso, ao selecionar uma cobrança, o motorista segue para o canal disponibilizado pela concessionária responsável pelo pórtico.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deve discutir nesta quinta-feira (27), durante consulta pública, possíveis avanços na forma de pagamento dos pedágios eletrônicos.
Como funciona o free flow
O free flow substitui as tradicionais praças com cancelas por pórticos instalados sobre as pistas. Câmeras e outros equipamentos identificam a placa do veículo ou a tag durante a passagem.
Quem possui uma tag válida normalmente recebe a cobrança automaticamente. Já os motoristas sem o dispositivo precisam consultar a tarifa e realizar o pagamento dentro do prazo estabelecido.
Dessa maneira, os veículos não precisam reduzir a velocidade ou parar em uma cabine para pagar o pedágio.
Multas passam por período de transição
O governo federal adotou, em abril, medidas de transição relacionadas às multas por falta de pagamento do free flow. Motoristas com determinados débitos podem regularizar as tarifas dentro do prazo estabelecido e, atendidas as regras da transição, evitar a penalidade correspondente.
Segundo as informações divulgadas, o prazo atual vai até 16 de novembro de 2026. A regularização também interfere nos pontos relacionados a essas autuações.
Entretanto, a suspensão das penalidades não significa gratuidade no pedágio. Os pórticos continuam registrando as passagens e gerando as respectivas tarifas.
Motoristas que pagaram multa podem pedir ressarcimento
Quem já desembolsou o valor de uma multa decorrente da falta de pagamento do free flow também pode ter direito a solicitar ressarcimento.
Nesse caso, o pedido deve ser apresentado ao órgão responsável pela autuação. Nas rodovias federais, por exemplo, a solicitação envolve a ANTT.
Para ter acesso ao procedimento previsto, o motorista também precisa regularizar a tarifa de pedágio correspondente dentro das condições e dos prazos estabelecidos para o período de transição.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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