Babá é acusada após menina de 2 anos morrer com lesões graves

17/06/2026

A investigação sobre a morte de uma menina de 2 anos em Aparecida de Goiânia revelou que a criança sofreu graves lesões nos rins e na cabeça antes de morrer. Segundo a Polícia Civil, uma hemorragia provocada por um ferimento renal foi a causa da morte.

O caso aconteceu em maio deste ano e levou ao indiciamento da babá responsável pelos cuidados da criança no período em que os ferimentos teriam ocorrido.

Lesão causou hemorragia fatal

De acordo com o delegado Altair Gonçalves, responsável pelo caso, a perícia concluiu que a menina sofreu uma lesão nos rins cerca de três dias antes de morrer.

Como consequência, a criança desenvolveu uma hemorragia interna que acabou provocando o óbito.

Além disso, os exames também identificaram lesões na cabeça, reforçando as suspeitas de agressão.

Versão apresentada pela babá foi descartada

Inicialmente, a mulher informou que um espelho teria caído sobre a criança.

No entanto, a investigação concluiu que os ferimentos encontrados não eram compatíveis com esse tipo de acidente.

Por isso, os investigadores descartaram a versão apresentada pela suspeita.

Além disso, os laudos periciais apontaram sinais de violência que reforçaram a linha de investigação adotada pela Polícia Civil.

Equipe médica suspeitou de maus-tratos

A menina chegou a uma unidade de saúde acompanhada pela babá.

Durante o atendimento, porém, profissionais da saúde identificaram lesões consideradas incompatíveis com a explicação apresentada e acionaram a Guarda Civil Metropolitana.

Segundo os relatos, a criança apresentava hematomas em diferentes partes do corpo, além de ferimentos na cabeça, braços e costas.

Diante da situação, as autoridades iniciaram uma investigação para apurar a origem das lesões.

Babá se apresentou inicialmente como tia

No momento do atendimento, a mulher teria informado que era tia da criança.

Entretanto, ao ser questionada sobre a documentação, mudou a versão e afirmou que trabalhava como babá da menina.

Essa contradição também passou a integrar as apurações realizadas pela Polícia Civil.

Justiça mantém prisão preventiva

Após o avanço das investigações, a Polícia Civil indiciou a suspeita por homicídio.

Além disso, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva da investigada, que segue detida enquanto o processo continua.

Por fim, os investigadores aguardam a conclusão de outras etapas da apuração para esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à morte da criança.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás        

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