A investigação sobre a morte de uma menina de 2 anos em Aparecida de Goiânia revelou que a criança sofreu graves lesões nos rins e na cabeça antes de morrer. Segundo a Polícia Civil, uma hemorragia provocada por um ferimento renal foi a causa da morte.
O caso aconteceu em maio deste ano e levou ao indiciamento da babá responsável pelos cuidados da criança no período em que os ferimentos teriam ocorrido.
Lesão causou hemorragia fatal
De acordo com o delegado Altair Gonçalves, responsável pelo caso, a perícia concluiu que a menina sofreu uma lesão nos rins cerca de três dias antes de morrer.
Como consequência, a criança desenvolveu uma hemorragia interna que acabou provocando o óbito.
Além disso, os exames também identificaram lesões na cabeça, reforçando as suspeitas de agressão.
Versão apresentada pela babá foi descartada
Inicialmente, a mulher informou que um espelho teria caído sobre a criança.
No entanto, a investigação concluiu que os ferimentos encontrados não eram compatíveis com esse tipo de acidente.
Por isso, os investigadores descartaram a versão apresentada pela suspeita.
Além disso, os laudos periciais apontaram sinais de violência que reforçaram a linha de investigação adotada pela Polícia Civil.
Equipe médica suspeitou de maus-tratos
A menina chegou a uma unidade de saúde acompanhada pela babá.
Durante o atendimento, porém, profissionais da saúde identificaram lesões consideradas incompatíveis com a explicação apresentada e acionaram a Guarda Civil Metropolitana.
Segundo os relatos, a criança apresentava hematomas em diferentes partes do corpo, além de ferimentos na cabeça, braços e costas.
Diante da situação, as autoridades iniciaram uma investigação para apurar a origem das lesões.
Babá se apresentou inicialmente como tia
No momento do atendimento, a mulher teria informado que era tia da criança.
Entretanto, ao ser questionada sobre a documentação, mudou a versão e afirmou que trabalhava como babá da menina.
Essa contradição também passou a integrar as apurações realizadas pela Polícia Civil.
Justiça mantém prisão preventiva
Após o avanço das investigações, a Polícia Civil indiciou a suspeita por homicídio.
Além disso, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva da investigada, que segue detida enquanto o processo continua.
Por fim, os investigadores aguardam a conclusão de outras etapas da apuração para esclarecer completamente as circunstâncias que levaram à morte da criança.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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