O mês de junho trará mudanças importantes no clima em diversas regiões do Brasil. Além de marcar o encerramento do outono, o período também dará início oficialmente ao inverno, que começa no dia 21 de junho.
Ao mesmo tempo, meteorologistas acompanham o desenvolvimento do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico. Embora o aquecimento das águas já esteja em andamento, especialistas avaliam que seus efeitos ainda serão limitados durante este mês.
Frio deve ganhar força no fim de junho
Segundo as previsões meteorológicas, duas massas de ar frio devem provocar queda nas temperaturas ao longo de junho.
A primeira deve avançar entre a metade e o final do mês. Já a segunda, considerada mais intensa, tem previsão de chegar nos últimos dias de junho, coincidindo com o início do inverno.
Com isso, cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste poderão registrar temperaturas inferiores a 10°C. Além disso, há possibilidade de geadas em áreas serranas e em municípios próximos à fronteira com o Uruguai.
Enquanto isso, estados da Região Norte, como Acre, Rondônia e parte do Amazonas, poderão enfrentar episódios de friagem causados pelo avanço do ar polar.
Tempo seco predomina no interior do país
Por outro lado, grande parte do Centro-Oeste, do Sudeste e do interior do Nordeste deve atravessar um período de baixa umidade e poucas chuvas.
Além disso, a previsão indica que os índices de umidade relativa do ar poderão ficar abaixo dos 30% em diversas localidades durante as tardes, cenário típico desta época do ano.
As áreas mais afetadas pelo tempo seco incluem o Tocantins, o interior do Maranhão, do Piauí, da Bahia e regiões do sertão nordestino.
Norte e litoral do Nordeste seguem com chuva
Enquanto o interior do país tende a ficar mais seco, algumas regiões continuarão registrando volumes expressivos de chuva.
No Norte, por exemplo, estados como Roraima e partes do Amazonas devem permanecer sob influência do período chuvoso. Em algumas localidades, os acumulados podem ultrapassar os 300 milímetros ao longo do mês.
Além disso, áreas do Amapá, Pará e litoral do Maranhão também devem registrar precipitações frequentes.
Já no Nordeste, a faixa litorânea continuará recebendo chuva com regularidade. Em alguns momentos, inclusive, os volumes poderão ser elevados devido à atuação dos Distúrbios Ondulatórios de Leste e à passagem de sistemas meteorológicos pelo oceano.
Sul deve ter chuva dentro da normalidade
Na Região Sul, a previsão aponta chuva distribuída ao longo do mês em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
No entanto, diferentemente do que ocorreu em alguns períodos recentes, os meteorologistas não projetam eventos extremos semelhantes aos registrados em anos anteriores.
Dessa forma, junho deve apresentar características típicas da transição para o inverno, com frio mais frequente no Centro-Sul, tempo seco no interior do país e chuva concentrada principalmente no Norte e no litoral nordestino.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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