Veja o depoimento dos envolvidos na morte em salto de rope jump

15/06/2026

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Um dos homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após salto de rope jump, afirmou à Polícia Civil que participou da preparação do salto realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). No entanto, durante o depoimento, ele declarou não se lembrar de quem tinha a responsabilidade de instalar ou conferir a corda de segurança usada no momento do acidente.

A Polícia Civil investiga a morte da jovem, que caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros após iniciar um salto sem estar conectada ao equipamento que deveria impedir a queda.

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Investigado confirmou participação na preparação

Durante o interrogatório, o delegado questionou o suspeito sobre a função que ele exercia na modalidade conhecida como “aviãozinho”, utilizada por Maria Eduarda.

Ao responder às perguntas, o investigado confirmou que ajudava na colocação da corda ao lado de outros integrantes da equipe.

Segundo o depoimento, ele participava diretamente dos procedimentos que antecediam os saltos realizados no local.

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Suspeito afirma não lembrar quem deveria conferir equipamento

Na sequência da conversa, os policiais tentaram identificar quem deveria instalar a corda de segurança e realizar a conferência final antes do salto.

O investigado afirmou que os integrantes dividiam as tarefas e que não existia uma definição fixa para cada função.

Além disso, quando o delegado perguntou se ele lembrava quem deveria ter instalado ou conferido a corda naquele momento, o suspeito respondeu que não conseguia recordar.

O relato reforça o que os três investigados já haviam declarado anteriormente. Segundo a delegada responsável pelo caso, todos afirmaram não conseguir explicar como a jovem saltou sem o equipamento de segurança conectado.

Corda permaneceu na plataforma

As investigações apontam que a corda responsável por sustentar Maria Eduarda permaneceu enrolada na própria estrutura utilizada para os saltos.

Além disso, vídeos gravados por testemunhas mostram a jovem sendo conduzida até a plataforma por integrantes da equipe momentos antes da queda.

Logo após o salto, pessoas que acompanhavam a atividade perceberam o erro e começaram a alertar os responsáveis.

Uma testemunha chegou a gritar sobre a ausência da corda nas imagens analisadas pela polícia.

Prisões continuam mantidas

A Justiça manteve a prisão preventiva de três homens que atuavam na operação do rope jump.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra seguem presos enquanto a investigação avança.

A Polícia Civil apura o caso como homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando alguém assume o risco de provocar a morte de outra pessoa.

Enquanto isso, investigadores continuam ouvindo testemunhas, analisando imagens e reunindo elementos para esclarecer todas as circunstâncias que levaram à morte da jovem.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás   

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