A mãe do menino Kratos Douglas, de 11 anos, afirmou ter encontrado marcas semelhantes a correntes no rosto e na cabeça do filho durante o velório da criança, realizado em Bauru. Segundo Karina de Oliveira Gomes, as lesões chamaram atenção por apresentarem sinais diferentes dos cortes feitos durante a autópsia.
“Tinha marca de corrente no rosto e cabeça”, afirmou a mãe em entrevista.
Além disso, ela contou que precisou recorrer a medicamentos após receber a notícia da morte do filho.
Polícia prendeu pai, madrasta e avó
A polícia prendeu o pai da criança, a madrasta e a avó paterna sob suspeita de tortura e omissão.
Segundo as investigações, o pai admitiu que costumava acorrentar o menino dentro de casa para impedir que ele saísse para a rua.
No entanto, ele negou outras agressões ou tortura.
Menino apresentava sinais de maus-tratos
Equipes do Samu encontraram Kratos morto dentro da residência da família, no bairro Cidade Kemel, na zona leste de São Paulo.
Além disso, policiais identificaram hematomas nos braços, pernas e mãos da criança.
As investigações também apontaram sinais de desnutrição.
Irmã autista também pode ter sofrido agressões
A mãe afirmou ainda que a filha mais nova, uma menina autista de 12 anos, também pode ter sofrido maus-tratos.
Segundo ela, a adolescente apresentava sinais claros de desnutrição e possivelmente também sofreu agressões com correntes.
Polícia investiga rotina de violência
Durante a apuração, madrasta e avó paterna confirmaram que sabiam que o menino era acorrentado dentro da residência.
Além disso, investigadores descobriram que Kratos não frequentava a escola.
Agora, a polícia tenta esclarecer há quanto tempo a criança sofria agressões dentro de casa.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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