A morte de uma jovem de 24 anos voltou a acender o alerta sobre os riscos associados ao uso de cigarro eletrônico. Moradora de Anápolis, Aghda Gleicy morreu na última terça-feira (8) após enfrentar complicações pulmonares que, segundo familiares, estariam relacionadas ao uso frequente do vape.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e provocou comoção entre amigos e familiares. Além disso, reacendeu o debate sobre os possíveis impactos desses dispositivos na saúde, principalmente entre os jovens.
Jovem ficou internada antes de morrer
De acordo com informações divulgadas pela família, Aghda precisou ser internada após apresentar um grave comprometimento pulmonar.
Durante o tratamento, a equipe médica tentou reverter o quadro clínico. No entanto, a evolução da doença ocorreu de forma rápida e a jovem não resistiu às complicações.
Segundo o marido, os pulmões de Aghda sofreram danos severos, o que agravou progressivamente seu estado de saúde.
Ela deixa o esposo e três filhos.
Caso reforça alerta para os riscos do vape
Além da comoção causada pela morte da jovem, o episódio reforça os alertas feitos por profissionais da saúde sobre o uso dos cigarros eletrônicos.
Embora muitas pessoas utilizem o vape acreditando que ele seja menos prejudicial do que o cigarro convencional, especialistas afirmam que esses dispositivos podem provocar lesões pulmonares graves, insuficiência respiratória e outras complicações capazes de comprometer seriamente a saúde.
Além disso, estudos apontam que os aerossóis produzidos pelos dispositivos contêm substâncias químicas que podem causar inflamações e danos ao sistema respiratório.
Venda continua proibida no Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém proibidas a fabricação, a importação, a comercialização e a propaganda de cigarros eletrônicos em todo o território nacional.
Segundo a agência, ainda não existem evidências científicas suficientes que comprovem a segurança desses produtos para consumo.
Por esse motivo, órgãos de saúde continuam orientando a população, especialmente adolescentes e jovens adultos, a evitar o uso desses dispositivos.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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