Marcas reprovadas em laudo tinham 0% de creatina
Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) revelou que, de 88 marcas de creatina à venda no mercado, 18 foram
Em novo laudo obtido com exclusividade pelo Metrópoles, a Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais (Abenutri) revelou que, de 88 marcas de creatina à venda no mercado, 18 foram reprovadas quanto ao verdadeiro teor da substância presente no produto, apresentando inconformidade entre o que foi informado no rótulo e o que realmente consta no pote.
Dessas 18 marcas, 10 tiveram 100% de variação, ou seja, contêm qualquer farinha na embalagem, menos creatina. Vale lembrar que a legislação brasileira permite até 20% de variação, no máximo.
O “boom” dessas buscas revela o crescente interesse no consumo do produto. Junto a maior busca pelo item, aumentaram também os casos de fraude dessa mercadoria, que pode ser usada não apenas por quem pratica atividade física, como também idosos e pessoas que precisam recuperar a massa muscular, como pacientes com câncer.
Ou seja: a venda de creatinas 100% fraudadas não apenas impacta o mercado, como também pode causar graves prejuízos ao bem-estar dos consumidores.
Para piorar a situação, algumas empresas são reincidentes.
No laudo anterior, divulgado pela associação em 2023, algumas das marcas citadas já haviam apresentado inconformidade com seus produtos.
FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPPÉ inegável que os órgãos de saúde pública terão um trabalho a mais na fiscalização dessas empresas clandestinas. Infelizmente, fabricantes que operam às escuras nem sempre são inofensivos, inclusive, podem até se tratar de quadrilhas que praticam crimes contra a saúde pública.
Muitas delas já perceberam a tendência mundial e criaram rotas alternativas para lucrar às custas da saúde da população. Quando essas operações são deflagradas, nada impede que caiam em esquemas criminosos, como o que adulterava whey protein e outros suplementos de academia envolvendo um empresário de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os envolvidos encomendavam suplementos como whey protein, creatina e outras vitaminas bastante populares em academias, de grandes empresas do ramo, sempre com data de validade próxima ao vencimento. Depois disso, as embalagens eram remarcadas e tinham o vencimento adulterado.
Em alguns casos, a quadrilha abria as embalagens com produtos “empedrados” e utilizava uma centrífuga para triturar a substância para que voltasse à condição original. Após a centrifugação, a mercadoria era reembalada e vendida a preços menores do que os praticados pelo mercado.
Por isso, o senso crítico e o cuidado na aquisição de suplementos nunca se fez tão urgente, mas não bastam. A fiscalização e controle pelos órgãos reguladores de saúde seguem extremamente necessários.
FONTE: Metrópoles
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