Especialistas falam sobre fantasias, orgasmo, desejo após os 50 anos, ciúmes, swing e perda de interesse sexual no casamento.
Apesar de fazer parte da vida de muitas pessoas, sexo ainda é um assunto cercado por dúvidas e tabus. Questões sobre fantasias, orgasmo, desejo e relacionamentos nem sempre são discutidas abertamente e, muitas vezes, acabam aparecendo apenas em conversas com especialistas.
As sexólogas Stephanie Seitz e Camila Voluptas responderam algumas dessas perguntas e abordaram situações que costumam aparecer em suas experiências profissionais.
Entre os assuntos estão pensar em outra pessoa durante a relação sexual, fingir orgasmo, mudanças na vida sexual depois dos 50 anos, perda de desejo pelo parceiro e ciúmes em experiências envolvendo troca de casais.
É normal pensar em outra pessoa durante o sexo?
Segundo Stephanie Seitz, fantasias fazem parte da sexualidade e pensar em outra pessoa durante uma relação não significa, necessariamente, falta de amor ou de desejo pelo parceiro.
A especialista explica que a imaginação também participa da experiência sexual. Além disso, ela destaca que estar em um relacionamento não elimina completamente a individualidade de cada pessoa.
Por isso, segundo a sexóloga, nem tudo o que passa pela imaginação precisa necessariamente ser compartilhado com o parceiro.
Sexo piora depois dos 50 anos?
Para Stephanie, a vida sexual não precisa piorar com o avanço da idade. Pelo contrário, para algumas pessoas, ela pode até melhorar.
Embora o corpo passe por mudanças, a maturidade também pode trazer mais autoconhecimento. Além disso, algumas pessoas passam a compreender melhor os próprios desejos e a falar com mais liberdade sobre aquilo que proporciona prazer.
Nesse sentido, a especialista defende que o objetivo não deve ser reproduzir aos 50 anos exatamente a mesma experiência sexual dos 20. Em vez disso, cada fase da vida pode exigir novas formas de vivenciar a sexualidade.
É possível perceber quando alguém finge um orgasmo?
Outra dúvida frequente envolve a possibilidade de identificar um orgasmo fingido. Segundo Stephanie, nem sempre é possível perceber.
No entanto, a especialista considera mais importante entender por que alguém sente necessidade de fingir. Entre as possíveis razões estão o medo de decepcionar o parceiro, a vergonha de conversar sobre prazer ou simplesmente a vontade de encerrar aquele momento.
Por isso, a comunicação entre o casal pode ter um papel importante. Para a sexóloga, uma relação em que existe liberdade para conversar sobre sexo tende a facilitar esse diálogo.
É possível convencer o parceiro a experimentar swing?
Camila Voluptas, fundadora de uma sociedade de swing, afirma que ninguém deve tentar convencer o parceiro a participar de uma experiência desse tipo.
Segundo ela, a troca de casais precisa partir do interesse e da segurança das duas pessoas. Caso exista pressão de uma das partes, a experiência pode gerar conflitos posteriormente.
Além disso, Camila ressalta que o swing não deve funcionar como uma tentativa de solucionar problemas que já existem no relacionamento.
Por isso, antes de buscar novas experiências, o casal precisa conversar sobre limites, desejos e inseguranças.
Como recuperar o desejo pelo parceiro?
A perda de desejo também aparece entre as questões relatadas à especialista.
Segundo Camila, fatores como rotina, cansaço, conflitos antigos, falta de tempo de qualidade e questões relacionadas à autoestima podem interferir na vida sexual.
Nesse contexto, ela sugere que o casal volte a reservar momentos para estar junto e também divida melhor as tarefas do cotidiano.
Além disso, a especialista destaca a importância da relação de cada pessoa com o próprio corpo. Para ela, recuperar o interesse pelo próprio prazer também pode influenciar positivamente a intimidade do casal.
Como lidar com o ciúme em uma troca de casal?
Para Camila, não existe uma fórmula capaz de eliminar completamente o ciúme. O sentimento pode estar relacionado a insegurança, traumas, carência ou problemas de confiança dentro da própria relação.
Por isso, durante uma experiência de troca de casais, a especialista recomenda que os parceiros mantenham conexão entre si e respeitem as regras estabelecidas previamente.
Caso o ciúme apareça durante a experiência, a orientação é interromper a situação e conversar. Segundo ela, ninguém deve se sentir obrigado a continuar apenas para demonstrar que aceita aquele tipo de relação.
Assim, diálogo, consentimento e respeito aos limites individuais aparecem como pontos importantes antes de qualquer experiência sexual compartilhada pelo casal.
As declarações das sexólogas Stephanie Seitz e Camila Voluptas foram dadas originalmente à coluna Pouca Vergonha, do Metrópoles.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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