Muita gente associa os arrepios apenas ao frio. No entanto, o corpo pode provocar a mesma reação em diversas situações que não têm relação com a temperatura.
Ouvir uma música emocionante, assistir a uma cena marcante, receber uma notícia inesperada ou enfrentar um momento de medo são exemplos capazes de causar aquela sensação repentina na pele.
O que acontece no corpo?
Os arrepios surgem quando pequenos músculos localizados na base dos pelos se contraem involuntariamente. Os especialistas chamam esse fenômeno de piloereção.
Quando isso acontece, os pelos ficam levemente erguidos e a pele ganha o aspecto popularmente conhecido como “pele de galinha”.
Emoções também provocam arrepios
Embora o frio seja um dos gatilhos mais conhecidos, emoções intensas também podem ativar essa resposta automática do organismo.
Por exemplo, momentos de alegria, admiração, surpresa, nostalgia e até medo estimulam áreas do cérebro ligadas às emoções. Como consequência, o sistema nervoso envia sinais que desencadeiam os arrepios.
Além disso, algumas músicas, filmes ou lembranças podem provocar reações emocionais tão fortes que o corpo responde de forma imediata.
Uma herança dos nossos ancestrais
Segundo especialistas, os arrepios representam um mecanismo herdado dos primeiros seres humanos.
Em nossos ancestrais, que possuíam mais pelos corporais, a reação ajudava a reter calor em temperaturas baixas. Além disso, os pelos eriçados faziam o corpo parecer maior diante de possíveis ameaças.
Embora essa função tenha perdido importância ao longo da evolução, o organismo continua utilizando o mesmo mecanismo até hoje.
Quando os arrepios merecem atenção?
Na maioria dos casos, sentir arrepios sem estar com frio é completamente normal.
No entanto, se os episódios surgirem com frequência excessiva, vierem acompanhados de outros sintomas ou ocorrerem sem motivo aparente, a recomendação é procurar avaliação médica.
Ainda assim, na grande maioria das situações, os arrepios representam apenas uma resposta natural do corpo a emoções intensas ou estímulos do ambiente.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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