Veja as regiões que podem se tornar inabitáveis até 2050

25/06/2026

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O avanço das mudanças climáticas pode transformar algumas regiões do planeta em locais cada vez mais difíceis para a sobrevivência humana nas próximas décadas. Com base em dados de satélites e modelos climáticos, a NASA monitora regiões onde a combinação entre calor extremo e alta umidade poderá atingir níveis perigosos até 2050.

Segundo os pesquisadores, o risco não está relacionado apenas ao aumento da temperatura. Na verdade, a combinação entre calor e umidade pode impedir que o corpo humano consiga se resfriar naturalmente, aumentando o risco de problemas graves de saúde.

Calor extremo pode comprometer a sobrevivência

Quando especialistas afirmam que uma região pode se tornar “inabitável”, eles não querem dizer que as cidades desaparecerão. Na prática, as condições climáticas poderão dificultar cada vez mais a permanência das pessoas ao ar livre por longos períodos.

Além disso, o calor intenso poderá provocar desidratação, insolação, colapso térmico e até mortes, principalmente entre idosos, crianças e pessoas sem acesso à climatização.

Por esse motivo, cientistas reforçam que o problema vai muito além do desconforto causado pelas altas temperaturas.

NASA utiliza índice para medir o risco

Para acompanhar esse cenário, a NASA utiliza a chamada temperatura de bulbo úmido.

Diferentemente da temperatura tradicional, esse índice considera também a umidade presente no ar. Dessa forma, ele consegue indicar a capacidade do organismo de eliminar calor por meio da evaporação do suor.

Quanto maior esse índice, maior também será a dificuldade do corpo em manter a temperatura adequada.

Por isso, os pesquisadores consideram essa ferramenta uma das mais importantes para avaliar os riscos provocados pelas ondas de calor.

Regiões estão entre as mais vulneráveis

De acordo com as projeções analisadas pela NASA, algumas regiões poderão enfrentar condições climáticas cada vez mais severas nas próximas décadas.

Entre as áreas de maior preocupação estão:

  • Partes do sul da Ásia;
  • Países do Golfo Pérsico;
  • Regiões próximas ao Mar Vermelho, como Arábia Saudita, Irã e Iêmen.

Além dessas localidades, outras regiões tropicais e subtropicais também poderão registrar aumento significativo das temperaturas extremas ao longo dos próximos anos.

Infraestrutura influencia os impactos

Além das condições climáticas, fatores como urbanização, acesso à água, energia elétrica e serviços de saúde também influenciam diretamente os impactos do calor extremo.

Da mesma forma, cidades com poucas áreas verdes e grande concentração de concreto costumam registrar temperaturas ainda mais elevadas.

Por isso, especialistas alertam que investimentos em infraestrutura, arborização urbana e sistemas de alerta serão fundamentais para reduzir os riscos à população.

Ainda há tempo para reduzir os impactos

Apesar das projeções preocupantes, os cientistas afirmam que ainda existe tempo para minimizar os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo a NASA, estudos como esse ajudam governos e autoridades a planejar medidas de adaptação, ampliar áreas verdes, fortalecer sistemas de saúde e desenvolver políticas capazes de reduzir os impactos do aquecimento global.

Assim, embora algumas regiões enfrentem desafios cada vez maiores nas próximas décadas, ações de prevenção e adaptação poderão diminuir os riscos para milhões de pessoas em todo o mundo.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás     

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