Os casos recentes de hantavírus registrados em um navio de cruzeiro, que provocaram a morte de três passageiros, voltaram a chamar atenção para a doença nas últimas semanas. No entanto, apesar da repercussão, o vírus já circula no Brasil há mais de 30 anos.
Casos acontecem em várias regiões do país
Segundo dados do Ministério da Saúde, a hantavirose já teve registros em todas as regiões brasileiras. Ainda assim, o maior número de casos confirmados se concentra no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Além disso, embora a doença seja considerada rara, especialistas alertam para a alta taxa de letalidade.
Brasil não possui cepa com transmissão entre humanos
De acordo com autoridades de saúde, o Brasil nunca registrou a chamada cepa andina do vírus, conhecida por permitir transmissão entre pessoas.
Essa variante, identificada nos casos ligados ao cruzeiro, circula principalmente na Argentina e no Chile.
País soma mais de 2 mil casos desde os anos 90
Dados oficiais apontam que o Brasil registrou sete casos de hantavirose em 2026, com uma morte confirmada até o momento.
Além disso, entre 1993 e 2025, o país contabilizou 2.429 casos da doença e 997 mortes.
Vírus é transmitido principalmente por roedores
Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes e saliva de roedores infectados.
Além disso, o vírus também pode entrar no organismo por ferimentos na pele, mordidas de ratos ou contato das mãos contaminadas com boca, olhos e nariz.
Transmissão entre pessoas é rara
Especialistas afirmam que os casos de transmissão entre humanos aconteceram apenas de forma esporádica na Argentina e no Chile, sempre associados ao hantavírus Andes.
Por isso, autoridades reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com ambientes contaminados por roedores.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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