Vírus letal está circulando no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, veja

13/05/2026

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Os casos recentes de hantavírus registrados em um navio de cruzeiro, que provocaram a morte de três passageiros, voltaram a chamar atenção para a doença nas últimas semanas. No entanto, apesar da repercussão, o vírus já circula no Brasil há mais de 30 anos.

Casos acontecem em várias regiões do país

Segundo dados do Ministério da Saúde, a hantavirose já teve registros em todas as regiões brasileiras. Ainda assim, o maior número de casos confirmados se concentra no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Além disso, embora a doença seja considerada rara, especialistas alertam para a alta taxa de letalidade.

Brasil não possui cepa com transmissão entre humanos

De acordo com autoridades de saúde, o Brasil nunca registrou a chamada cepa andina do vírus, conhecida por permitir transmissão entre pessoas.

Essa variante, identificada nos casos ligados ao cruzeiro, circula principalmente na Argentina e no Chile.

País soma mais de 2 mil casos desde os anos 90

Dados oficiais apontam que o Brasil registrou sete casos de hantavirose em 2026, com uma morte confirmada até o momento.

Além disso, entre 1993 e 2025, o país contabilizou 2.429 casos da doença e 997 mortes.

Vírus é transmitido principalmente por roedores

Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas contaminadas por urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Além disso, o vírus também pode entrar no organismo por ferimentos na pele, mordidas de ratos ou contato das mãos contaminadas com boca, olhos e nariz.

Transmissão entre pessoas é rara

Especialistas afirmam que os casos de transmissão entre humanos aconteceram apenas de forma esporádica na Argentina e no Chile, sempre associados ao hantavírus Andes.

Por isso, autoridades reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo evitar contato com ambientes contaminados por roedores.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás

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