Utensílio de cozinha que você usa podem causar câncer, veja

17/11/2025

Atualmente, embora as panelas antiaderentes estejam presentes na maioria das cozinhas, especialistas alertam para um risco que passa despercebido por muita gente. Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um tipo específico de frigideira pode representar ameaças importantes à saúde. O problema, aliás, está na presença do ácido perfluorooctanóico (PFOA), substância classificada como possivelmente  ligada a tipos de câncer e a diversos danos ao organismo.

Para entender melhor o perigo e, sobretudo, aprender a identificar as panelas que ainda podem conter o composto, confira os detalhes a seguir.

O que é o PFOA e por que ele preocupa tanto

Para começar, o PFOA é um composto químico que, durante muitos anos, foi amplamente utilizado na produção do Teflon. Além disso, ele é conhecido como “C8” por causa de sua estrutura molecular com oito átomos de carbono. Mais ainda: integra o grupo dos chamados “produtos químicos para sempre”, justamente porque permanece no meio ambiente e no corpo humano por períodos muito longos.

Ainda na década de 1960, pesquisadores já relatavam efeitos preocupantes. Em 1961, por exemplo, estudiosos descobriram que o PFOA aumentava o tamanho do fígado em animais. No ano seguinte, inclusive, funcionários da DuPont — empresa responsável pela criação do Teflon — foram hospitalizados após inalar o produto durante o trabalho. Desde então, inúmeros estudos reforçam o alerta.

Entre os problemas associados ao composto estão:

  • aumento do risco de vários tipos de câncer

  • alterações metabólicas

  • disfunções hepáticas e renais

  • malformações fetais

  • prejuízos ao desenvolvimento

Ou seja, há motivos consistentes para preocupação.


Afinal, o Teflon é perigoso?

Apesar de muitas pessoas acreditarem que o grande vilão é o Teflon, a verdade é um pouco diferente. Na prática, o risco não está no material em si, mas sim no PFOA, que por muitos anos fez parte da produção desse revestimento. Desde 2015, entretanto, a DuPont retirou o composto da fabricação.

Portanto, panelas antiaderentes modernas, quando certificadas como livres de PFOA, não apresentam perigo. O problema aparece, principalmente, em panelas mais antigas ou naquelas cuja procedência é desconhecida.


Como identificar se sua frigideira ainda contém PFOA

Para descobrir se o utensílio é seguro, é importante seguir alguns passos. Em primeiro lugar, confira a embalagem. Normalmente, panelas atuais trazem a indicação “Livre de PFOA”. Em segundo lugar, observe a data de fabricação: peças produzidas antes de 2015 têm maior probabilidade de conter o composto. Além disso, vale consultar o fabricante, caso as informações não estejam claras.

Se mesmo assim houver dúvidas, o mais indicado é substituir o item por um modelo mais novo e certificado.


Como usar panelas antiaderentes com mais segurança

Depois de identificar o tipo de revestimento, é essencial adotar cuidados no uso diário. Primeiramente, não superaqueça a panela, já que temperaturas excessivas podem liberar vapores tóxicos. Em seguida, evite o uso de esponjas abrasivas, pois elas danificam o revestimento. Além disso, não utilize utensílios de metal, que arranham e comprometem a camada antiaderente.

Com essas medidas, você preserva o utensílio, reduz riscos e mantém o preparo dos alimentos mais seguro.


Conclusão

Em resumo, embora o PFOA represente um perigo real, é totalmente possível utilizar panelas antiaderentes com segurança. Para isso, basta observar a presença do selo “Livre de PFOA”, priorizar modelos atuais e evitar hábitos que prejudiquem o revestimento. Assim, você garante uma cozinha mais segura, saudável e alinhada às recomendações das autoridades de saúde.

Fonte: Redação

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