A dificuldade frequente para manter a ereção pode indicar mais do que um problema sexual. Segundo especialistas, a disfunção erétil também pode funcionar como um alerta precoce para doenças cardiovasculares, como infarto e AVC.
Problema pode surgir anos antes de doenças cardíacas
Médicos afirmam que alterações na função erétil podem aparecer até três anos antes de eventos cardiovasculares graves.
Além disso, especialistas explicam que a ereção depende diretamente do fluxo sanguíneo adequado.
Por isso, como os vasos sanguíneos do órgão sexual masculino são menores do que os do coração, problemas circulatórios costumam aparecer primeiro na vida sexual.
Condição afeta milhões de homens
Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de metade dos homens acima dos 40 anos apresenta algum grau de disfunção erétil.
Ainda assim, muitos deixam de procurar atendimento médico por vergonha ou por acreditarem que o problema está ligado apenas ao estresse ou ao cansaço.
Doenças silenciosas podem estar por trás do problema
Especialistas relacionam a disfunção erétil a fatores como hipertensão, diabetes, colesterol alto, obesidade, sedentarismo e tabagismo.
Ao mesmo tempo, esses mesmos fatores também aumentam o risco de doenças cardiovasculares.
Dessa forma, médicos alertam que o problema pode representar um sinal de que o organismo já enfrenta dificuldades na circulação sanguínea.
Mudanças de hábitos ajudam na prevenção
Segundo urologistas, hábitos saudáveis ajudam tanto na saúde sexual quanto na prevenção de doenças cardíacas.
Entre as principais recomendações estão:
- prática regular de atividade física;
- alimentação equilibrada;
- controle do peso;
- redução do consumo de álcool;
- abandono do cigarro.
Além disso, especialistas afirmam que o diagnóstico precoce aumenta as chances de melhora no quadro.
Automedicação pode atrasar diagnóstico
Muitos homens recorrem a medicamentos sem orientação médica para tentar resolver o problema rapidamente.
No entanto, médicos alertam que isso pode mascarar doenças importantes e atrasar o tratamento adequado.
Por isso, especialistas recomendam procurar avaliação médica sempre que a dificuldade de ereção se tornar frequente.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
Leia também: AVC: saiba sinais iniciais que podem passar despercebidos



