A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira versão genérica de semaglutida no Brasil. A substância ficou conhecida por integrar medicamentos como o Ozempic e pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1.
O registro contempla quatro apresentações da caneta produzida pela farmacêutica EMS. Entretanto, apesar da aprovação, o medicamento ainda não chegou às farmácias. A fabricante também não informou o preço nem uma data oficial para iniciar as vendas.
Embora a semaglutida tenha ganhado popularidade devido à perda de peso observada durante o tratamento, a nova versão genérica recebeu indicação para adultos com diabetes tipo 2.
Nova caneta terá aplicação semanal
A Anvisa registrou a semaglutida genérica como solução injetável na concentração de 1,34 mg/mL. O paciente fará a aplicação por meio de uma caneta, geralmente uma vez por semana, conforme orientação médica.
Além da versão genérica, a agência aprovou o Semaclique, da Germed, classificado como medicamento similar. Apesar de utilizar o mesmo princípio ativo, o produto pertence a outra categoria regulatória.
Agora, após conseguir o registro, a fabricante ainda precisa cumprir etapas relacionadas à produção, distribuição e comercialização antes de colocar a nova opção nas farmácias.
Semaglutida pode provocar perda de peso
A semaglutida atua em mecanismos relacionados ao controle da glicose e também interfere no apetite e na sensação de saciedade. Por isso, alguns pacientes apresentam perda de peso durante o tratamento.
No entanto, a indicação autorizada para essa versão genérica é o tratamento do diabetes tipo 2 em adultos. Portanto, o registro não significa que a nova caneta tenha recebido autorização específica para tratar obesidade.
Além disso, pacientes não devem trocar medicamentos ou iniciar o tratamento por conta própria. A avaliação médica deve considerar a indicação, a concentração e a dose adequada para cada caso.
Preço ainda não foi divulgado
A chegada de uma versão genérica pode aumentar a concorrência no mercado de semaglutida. Apesar disso, ainda não há confirmação de quanto a nova caneta custará.
Dessa forma, também não é possível afirmar neste momento qual será a diferença de preço em relação aos medicamentos já comercializados.
A EMS ainda não informou quando iniciará a distribuição. Assim, o registro da Anvisa representa uma etapa necessária para a comercialização, mas não significa disponibilidade imediata nas farmácias.
Venda exige receita médica
A comercialização de medicamentos à base de semaglutida exige prescrição médica. Além disso, a farmácia deve reter uma via da receita, conforme as regras aplicáveis a essa classe de medicamentos.
Entre os efeitos adversos mais comuns associados à semaglutida estão náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre e desconforto abdominal. Por isso, o tratamento exige acompanhamento profissional.
Por fim, pacientes que já utilizam semaglutida não devem interromper ou substituir a medicação apenas por causa da aprovação da versão genérica. Qualquer alteração no tratamento deve ocorrer após avaliação médica.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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