Bispo é preso suspeito de crimes sexuais contra jovens em Goiás

11/09/2026

Montagem mostra homem investigado e momento em que suspeito é conduzido por policiais civis em Goiás.

Investigação apura denúncias contra quatro vítimas, incluindo um adolescente; suspeito permanece preso

A Polícia Civil de Goiás prendeu um bispo evangélico de 43 anos durante uma investigação sobre suspeitas de crimes sexuais contra quatro jovens em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Entre as vítimas está um adolescente que, segundo a corporação, tinha 15 anos quando os fatos teriam começado.

Segundo a investigação, o homem é suspeito de estupro de vulnerável e importunação sexual. Além disso, a polícia apura situações que teriam ocorrido ao longo de pelo menos dez anos.

Entre os casos investigados, um envolve o adolescente. Já os outros três envolvem jovens que tinham aproximadamente entre 18 e 20 anos quando as supostas investidas começaram. Todos são homens.

Polícia apura denúncias contra o religioso

A Polícia Civil iniciou a investigação no começo de 2026, após receber denúncias sobre os supostos abusos. Na época dos fatos investigados, o homem ainda exercia a função de bispo.

Em seguida, os investigadores avançaram na apuração e a polícia prendeu o suspeito na terça-feira (8). Atualmente, ele permanece sob custódia, segundo informações da Polícia Penal.

No entanto, o caso tramita sob segredo de Justiça. Por isso, as autoridades não revelaram detalhes dos depoimentos nem outros elementos reunidos durante a investigação.

Igreja rompeu vínculo com investigado

A Igreja Batista Missionária informou que retirou o homem definitivamente do quadro de membros em 8 de fevereiro deste ano. Na mesma ocasião, a instituição também o afastou de todas as funções eclesiásticas.

Além disso, a igreja afirmou que procurou as autoridades por meio da assessoria jurídica após tomar conhecimento das denúncias. Dessa forma, a instituição comunicou os fatos e solicitou uma investigação.

Em nota, a congregação declarou que repudia qualquer conduta que viole a legislação e a dignidade humana. Atualmente, segundo a própria igreja, o investigado não mantém qualquer vínculo com a instituição.

Por outro lado, como o processo tramita sob segredo de Justiça, a congregação informou que não possui acesso aos autos.

Famílias relatam mudanças de comportamento

Mães dos jovens envolvidos no caso afirmaram que consideravam o ambiente religioso um local seguro para os filhos. Entretanto, as denúncias provocaram uma quebra de confiança nas famílias.

Uma das mães relatou que começou a perceber mudanças significativas no comportamento do filho. Segundo ela, o jovem passou a enfrentar crises de choro e dificuldades nos estudos.

Agora, a Polícia Civil continua responsável pela apuração. Por fim, a investigação deverá esclarecer as circunstâncias de cada denúncia e determinar a eventual responsabilidade criminal do suspeito.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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