Polícia Civil investiga a morte da capitã da PM Michele Leão Azevedo, que chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens com múltiplas lesões pelo corpo.
Um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (20) após levar a esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Segundo a PM, médicos identificaram diversas lesões no corpo da vítima. Por isso, a equipe acionou os policiais e iniciou os procedimentos da ocorrência.
Além disso, os profissionais de saúde constataram que Michele já havia morrido horas antes de chegar à unidade.
O que a perícia encontrou?
De acordo com o boletim de ocorrência, Michele apresentava traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte profundo na região da testa.
Ainda conforme os médicos, as características do corpo indicavam que a morte ocorreu entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital.
Diante desse cenário, os policiais prenderam o sargento em flagrante.
O que disse o sargento?
Em depoimento, o militar afirmou que o casal participou de uma confraternização na noite anterior e consumiu bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy.
Segundo a versão apresentada por ele, os dois mantiveram relações sexuais consensuais com práticas de dominação e agressões físicas.
Depois disso, o sargento relatou que Michele caiu da escada por volta do meio-dia e sofreu um corte na cabeça.
Em seguida, ele disse que prestou os primeiros socorros, controlou o sangramento e colocou a esposa para descansar.
Além disso, o militar afirmou que Michele recusou atendimento médico. Horas depois, ele percebeu que ela não respondia aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital.
Leia também: Menino de 4 anos encontra arma e mata primo de 2, entenda
Ecstasy foi apreendido
Enquanto aguardava atendimento, o sargento pediu para usar o banheiro.
No entanto, um policial que o acompanhava viu o militar descartar uma pequena caixa metálica em uma lixeira.
Dentro do recipiente, os agentes encontraram comprimidos com características semelhantes ao ecstasy.
Em seguida, a equipe apreendeu o material e o encaminhou para perícia.
O que informou a família?
A mãe da capitã afirmou à polícia que considerava o relacionamento da filha abusivo e marcado por controle psicológico.
Além disso, ela contou que Michele tentava encerrar o relacionamento e já havia relatado episódios de conflitos com o companheiro.
Segundo a família, a policial também deixou de responder mensagens ao longo da segunda-feira, fato que despertou preocupação.
O que a perícia apreendeu?
Durante os trabalhos no apartamento do casal, os peritos recolheram diversos materiais que podem ajudar na investigação.
Entre eles estão:
- um cabo de madeira quebrado encontrado no lixo do prédio;
- roupas de cama ainda molhadas dentro da máquina de lavar;
- o celular do sargento;
- comprimidos encontrados no hospital;
- o veículo utilizado para transportar Michele.
Por fim, o Instituto Médico-Legal (IML) recebeu o corpo da capitã para a realização do exame de necropsia.
Defesa pede cautela
Em nota, a defesa do sargento informou que acompanha o caso.
Além disso, os advogados afirmaram que aguardam a conclusão dos laudos periciais antes de qualquer julgamento.
Por isso, a defesa declarou confiar no devido processo legal e informou que vai se manifestar no momento oportuno.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
Leia também: Pai é preso após morte de menino de 6 anos durante castigo



