Jovem confessa assassinato do pai para antecipar herança

02/07/2025

Amanda Chagas Botrel ao lado do pai Ayres Botrel em foto familiar antes do crime

Na noite de 20 de junho, criminosos assassinaram a tiros o caminhoneiro Ayres Botrel, de 60 anos, enquanto ele dormia em casa, na praia de Enseada dos Corais, em Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana do Recife. A filha dele, Amanda Chagas Botrel, de 19 anos, confessou que mandou matar o pai para antecipar a herança, estimada em R$ 2 milhões.

Ayres Botrel sorrindo em selfie com cachorro dias antes de ser assassinado em casa
Caminhoneiro Ayres Botrel foi executado durante a madrugada em Enseada dos Corais, Cabo de Santo Agostinho

Contradições revelaram a verdade

No início, Amanda disse à Polícia Civil de Pernambuco que homens armados invadiram a casa, mandaram ela ficar calada e executaram o pai. Porém, as câmeras de segurança flagraram apenas o carro da jovem entrando e saindo da residência naquela noite. Nenhuma imagem mostrou outras pessoas na rua. Diante das evidências, Amanda assumiu que planejou o crime.

Filha planejou o assassinato

A delegada Myrthor Freitas afirmou que Amanda levou os assassinos até a casa e abriu caminho para a entrada deles. A polícia apontou o interesse financeiro como principal motivação. Ayres possuía um caminhão, imóveis e outros bens. Amanda já tinha um duplex no próprio nome, mas, mesmo assim, segundo os investigadores, resolveu antecipar a herança ao mandar matar o pai.

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Frieza chocou policiais e familiares

A polícia prendeu Amanda seis dias após o crime, na quinta-feira (26). Durante os depoimentos, ela manteve a frieza e não reagiu à ordem de prisão. O delegado Rodrigo Belo, da 14ª Delegacia de Homicídios, afirmou que Amanda não demonstrou qualquer abalo ao ver a mãe chorando. Embora convivesse bem com os pais e demonstrasse carinho pelo pai em público, ela planejou o assassinato com antecedência.

Detalhes despertaram suspeitas

Outro ponto que chamou a atenção foi o tempo que Amanda levou para pedir ajuda. Ela só ligou para a mãe entre 15 e 20 minutos depois dos tiros. A equipe da polícia localizou a ligação no restaurante onde a mãe trabalhava e cruzou o horário com as imagens das câmeras de segurança.

Jovem segue presa enquanto a investigação continua

Depois de confessar o crime, Amanda participou de uma audiência de custódia e, em seguida, as autoridades a transferiram para a Colônia Penal Feminina, no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife. Atualmente, ela responde por homicídio qualificado. Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando o caso para identificar os executores e, possivelmente, outros envolvidos. Até o momento, os investigadores tratam Amanda como a autora intelectual do assassinato.

Fonte: Redação

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