Funcionário do IML é preso após fazer Pix com celular de morto

10/06/2026

Smartphone acessando o site oficial do Banco Central com informações sobre o sistema Pix

Um funcionário do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, acabou preso após uma investigação apontar que ele teria utilizado o celular de um homem morto para realizar uma transferência bancária via Pix.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito trabalhava no necrotério da unidade e teria acessado a conta da vítima enquanto o aparelho permanecia sob responsabilidade do instituto. Além disso, as investigações indicam que ele teria tentado apagar provas para dificultar a descoberta do crime.

Família percebeu movimentação suspeita na conta

O caso começou quando familiares do homem falecido identificaram a ausência de valores na conta bancária. Logo depois, eles perceberam movimentações que não deveriam ter ocorrido após a morte da vítima.

Diante da situação, a família procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. A partir disso, os investigadores iniciaram as apurações para descobrir quem havia realizado a transferência.

Posteriormente, os trabalhos da Polícia Civil levaram até Daniel Nathan Ribeiro Andrade, servidor que atuava no IML de Santos.

Investigação aponta tentativa de destruir provas

Além da transferência considerada irregular, os investigadores apontam que o funcionário também danificou o aparelho celular utilizado na operação financeira.

Segundo a apuração, ele tentou eliminar possíveis vestígios que poderiam comprovar a utilização do equipamento. Dessa forma, os investigadores passaram a considerar não apenas a movimentação bancária, mas também uma possível tentativa de ocultação de provas.

Por esse motivo, a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito durante o andamento das investigações.

Até o momento, entretanto, as autoridades ainda não divulgaram o valor transferido da conta da vítima.

Polícia investiga diversos crimes

Além da transferência via Pix, a Polícia Civil apura outras possíveis irregularidades relacionadas ao caso.

Entre os crimes investigados estão:

  • Peculato;
  • Furto;
  • Fraude eletrônica;
  • Destruição de vestígios probatórios.

Enquanto isso, os investigadores continuam reunindo documentos, analisando movimentações financeiras e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

Polícia Civil promete medidas administrativas

Em nota, a Polícia Civil de São Paulo afirmou que não compactua com desvios de conduta praticados por servidores públicos.

Além disso, o órgão informou que adotará medidas administrativas e disciplinares paralelamente à investigação criminal.

Dessa maneira, o servidor poderá responder tanto na esfera criminal quanto na administrativa, caso as acusações sejam confirmadas.

Por fim, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das apurações.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás

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