Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente e dificuldade para engolir podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Especialistas alertam que reconhecer esses sinais precocemente aumenta as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais agressivos.
Além disso, medidas como abandonar o cigarro, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e manter a vacinação contra o HPV em dia ajudam a prevenir a doença.
Tabagismo, álcool e HPV estão entre os principais fatores de risco
Segundo especialistas, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool continuam entre as principais causas dos tumores que atingem a boca, língua, garganta, laringe e faringe.
Ao mesmo tempo, a infecção pelo HPV tem aumentado a ocorrência desses cânceres, principalmente entre pessoas mais jovens.
Por isso, médicos recomendam evitar o cigarro, inclusive os eletrônicos, e adotar hábitos que reduzam o risco de infecção pelo vírus.
Sintomas persistentes exigem atenção
Além da rouquidão, outros sinais também merecem investigação médica.
Feridas na boca que permanecem por mais de 30 dias, dor ao engolir, dificuldade para deglutir e caroços no pescoço podem indicar alterações importantes.
Dessa forma, qualquer sintoma persistente deve motivar a procura por atendimento especializado.
Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura
Os especialistas destacam que identificar a doença nas fases iniciais melhora significativamente o tratamento.
Quando o diagnóstico ocorre precocemente, as chances de cura aumentam. Além disso, o paciente pode preservar funções importantes, como fala, respiração e deglutição.
Por esse motivo, consultas regulares com dentistas e otorrinolaringologistas podem contribuir para detectar alterações antes do avanço da doença.
Prevenção continua sendo a melhor estratégia
Além de abandonar o cigarro, os médicos recomendam reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada e tomar a vacina contra o HPV quando houver indicação.
Enquanto isso, pessoas com maior risco, como fumantes e consumidores frequentes de álcool, devem realizar acompanhamento médico periódico.
Por fim, os especialistas reforçam que não é recomendado ignorar sintomas persistentes. Procurar avaliação médica rapidamente pode fazer toda a diferença no diagnóstico e no sucesso do tratamento.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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