Investigação aponta seis vítimas no Paraná; homem já tinha condenação por crimes sexuais e usava tornozeleira eletrônica
Um empresário de 47 anos acabou preso nesta quinta-feira (3), em Ponta Grossa, no Paraná, sob suspeita de usar falsas ofertas de emprego como babá para atrair mulheres e cometer violência sexual. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a investigação relaciona o homem a seis vítimas.
O caso começou a ganhar forma depois que uma jovem de 18 anos procurou a polícia e denunciou um estupro ocorrido no início deste ano. Conforme o relato, o empresário abordou a vítima na região do bairro Boa Vista e ofereceu uma suposta oportunidade de trabalho como babá.
Em seguida, o homem teria obrigado a jovem a entrar no veículo. Dentro do carro, segundo a denúncia, ele teria cometido o estupro.
Polícia chegou ao suspeito após relato da vítima
Inicialmente, a jovem não sabia a identidade do homem. No entanto, ela forneceu aos investigadores informações sobre as características físicas dele.
A partir desses dados, os policiais iniciaram diligências e chegaram ao empresário. Durante a investigação, a equipe também descobriu que ele já tinha histórico de acusações por crimes sexuais.
Em 2020, três mulheres acusaram o mesmo homem de abuso sexual em dois inquéritos. Na época, a Justiça condenou o empresário pelos crimes.
Atualmente, ele cumpria medida de monitoramento eletrônico e usava tornozeleira.
Outras mulheres relataram abordagens semelhantes
Além do caso da jovem de 18 anos, a investigação identificou outros episódios envolvendo o empresário.
Em julho deste ano, por exemplo, ele teria abordado duas mulheres em uma via pública de Carambeí, também no Paraná. Segundo a polícia, novamente o suspeito apresentou uma suposta oportunidade de emprego.
Uma das mulheres era adolescente. Nesse caso, conforme a investigação, o empresário teria oferecido dinheiro em troca de sexo.
Dessa forma, os novos relatos reforçaram a linha de investigação de que o suspeito recorria a propostas de trabalho para se aproximar das vítimas.
Polícia pediu prisão preventiva
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva do empresário. Além disso, os investigadores solicitaram buscas para localizar objetos que possam ajudar na investigação.
A Justiça autorizou a medida e, nesta quinta-feira, os policiais prenderam o suspeito em Ponta Grossa.
Depois dos procedimentos policiais, as autoridades encaminharam o homem ao sistema penitenciário.
Agora, a Polícia Civil continua investigando os episódios atribuídos ao empresário. Além disso, os investigadores apuram se outras mulheres também podem ter sido vítimas do suspeito.



