Advogada de Anápolis é presa por fraude de R$ 75 milhões, veja

03/08/2026

Advogada presa na fraude ligada a família de Romeu Zema

Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio da Polícia Civil de Goiás (PCGO), prendeu uma advogada de Anápolis suspeita de participar de um esquema que teria desviado R$ 75 milhões da Zema Financeira, instituição ligada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Segundo a investigação, Jessika Lorrane Bastos de Castro, de 35 anos, deu suporte logístico e financeiro ao grupo investigado por um ataque cibernético registrado entre novembro e dezembro de 2025.

Investigação aponta imóvel em Anápolis como base do esquema

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, Jessika morava em um condomínio fechado de Anápolis com o companheiro, Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos. Para os investigadores, ele liderava o grupo responsável pelo esquema.

Além disso, a polícia afirma que o imóvel funcionava como base operacional da fraude. Os peritos identificaram conexões de internet utilizadas para autorizar transferências e pagamentos irregulares a partir da residência.

Polícia apura movimentação de dinheiro

As investigações também indicam que Jessika colocou contas bancárias de sua titularidade e uma empresa individual à disposição do grupo para movimentar parte dos recursos.

Segundo a Polícia Civil, ela intermediava a circulação do dinheiro entre os investigados. No entanto, o inquérito ainda está em andamento e busca esclarecer a participação de cada suspeito.

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Irmão da advogada também integra investigação

Além de Jessika, a Polícia Civil prendeu Maycon Douglas Bastos de Castro, irmão da advogada, em junho deste ano.

Os investigadores informam que ele assinou o contrato de locação da residência por meio de uma empresa da qual era sócio. Conforme a apuração, essa estratégia dificultava a identificação dos responsáveis pelo imóvel e ocultava a ligação da casa com o suposto líder do esquema.

Operação Phoenix cumpriu mandados

A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Phoenix no dia 21 de julho para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Belo Horizonte.

Durante a ação, as equipes prenderam Jessika. Por outro lado, Douglas Silva de Oliveira Azara não estava no imóvel e continua sendo procurado pelas autoridades.

Advogada responde por três crimes

A investigação atribui à advogada os crimes de estelionato qualificado, organização criminosa e lavagem de capitais.

Até a publicação desta reportagem, a defesa de Jessika Lorrane Bastos de Castro não havia se pronunciado. Da mesma forma, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) ainda não divulgou posicionamento sobre o caso.

Enquanto isso, a Polícia Civil de Minas Gerais continua reunindo provas para identificar todos os envolvidos e esclarecer a participação de cada investigado na suposta fraude contra a instituição financeira.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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