A influenciadora Maya Braga, de 20 anos, nora de Andressa Urach, chamou a atenção nas redes sociais ao revelar que nasceu com uma condição rara conhecida como útero didelfo. Ao comentar sobre o assunto, ela afirmou ter “duas vaginas”, o que despertou dúvidas e curiosidade entre os seguidores.
Segundo Maya, a condição resulta de uma malformação congênita que provoca o desenvolvimento de dois úteros separados.
“Descobri que tenho ‘duas vaginas’ e, desde que falei sobre esse assunto, muitas pessoas passaram a me perguntar sobre isso”, relatou a influenciadora em um vídeo publicado nas redes sociais.
Médico explica o que é o útero didelfo
De acordo com o ginecologista e endocrinologista Igor Trotte, o útero didelfo é uma malformação congênita rara que ocorre durante o desenvolvimento do feto.
Nessa condição, a mulher desenvolve dois úteros completamente separados, cada um com seu próprio colo uterino.
No entanto, o especialista faz um alerta sobre a expressão “duas vaginas”, bastante utilizada nas redes sociais.

Segundo ele, o útero didelfo não significa, obrigatoriamente, que a mulher tenha duas vaginas. Em alguns casos, existe um septo que divide o canal vaginal em duas partes. Em outros, a paciente possui apenas uma vagina, mesmo apresentando dois úteros.
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Condição pode passar anos sem diagnóstico
Muitas mulheres convivem com o útero didelfo durante anos sem apresentar qualquer sintoma.
Na maioria dos casos, os médicos descobrem a alteração durante exames ginecológicos de rotina, investigações de infertilidade ou no acompanhamento da gestação.
Quando há sintomas, eles podem incluir cólicas menstruais intensas, dificuldade para usar absorventes internos, desconforto durante as relações sexuais e sangramentos persistentes, principalmente quando existe obstrução causada por um septo vaginal.
Gravidez exige acompanhamento mais próximo
Segundo o especialista, a maioria das mulheres com útero didelfo consegue engravidar naturalmente e mantém uma vida sexual sem limitações.
Por outro lado, a gestação exige maior acompanhamento médico, pois a condição pode aumentar o risco de aborto espontâneo, parto prematuro, apresentação pélvica do bebê e necessidade de cesariana.
Além disso, o médico explica que nem todas as pacientes precisam de tratamento. Na maior parte dos casos, cirurgias só são indicadas quando a alteração provoca sintomas importantes ou obstruções anatômicas.
Exames confirmam o diagnóstico
Para confirmar o diagnóstico, os médicos utilizam exames como ultrassonografia, ressonância magnética e histeroscopia.
Por fim, o especialista recomenda que mulheres diagnosticadas com malformações uterinas também realizem uma avaliação dos rins, já que parte dessas alterações pode estar associada a malformações do trato urinário.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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