Novo limite do Pix é confirmado e afeta milhões de brasileiros

19/06/2026

O Banco Central anunciou uma mudança importante nas regras do Pix por aproximação. A partir de uma nova regulamentação, os usuários deixarão de seguir o limite padrão de R$ 500 por transação nessa modalidade.

Com isso, os pagamentos por aproximação passarão a utilizar os mesmos limites já definidos para o Pix tradicional, oferecendo mais flexibilidade aos clientes.

O que muda para os usuários?

Até agora, quem utilizava o Pix por aproximação enfrentava um limite máximo de R$ 500 por operação. No entanto, a nova regra elimina esse teto específico.

Dessa forma, as transações passarão a obedecer ao limite geral estabelecido na conta bancária de cada cliente. Além disso, os usuários poderão solicitar aos bancos ajustes para aumentar ou reduzir esses valores conforme suas necessidades.

Segundo o Banco Central, a medida busca simplificar as regras e tornar a experiência mais semelhante à das transferências realizadas por chave Pix ou QR Code.

Mudança também afeta pagamentos via Open Finance

Além do Pix por aproximação, a atualização também alcança operações realizadas por meio da Jornada Sem Redirecionamento (JSR), ferramenta do Open Finance que permite iniciar pagamentos diretamente por aplicativos e carteiras digitais.

Entre os exemplos estão serviços integrados a plataformas como Google Wallet e Samsung Wallet, além das chamadas transferências inteligentes.

Assim como acontece no Pix por aproximação, essas operações também deixarão de seguir o limite fixo de R$ 500.

Bancos terão prazo para adaptação

Embora a mudança já tenha sido anunciada, as instituições financeiras terão até 1º de outubro de 2026 para adaptar seus sistemas e implementar as novas regras.

Enquanto isso, os bancos deverão realizar ajustes operacionais para adequar os limites das transações às novas determinações do Banco Central.

Como funciona o Pix por aproximação?

Disponível desde fevereiro de 2025, o Pix por aproximação permite realizar pagamentos apenas aproximando o celular da maquininha, de maneira semelhante ao funcionamento dos cartões com tecnologia NFC.

Além disso, a ferramenta dispensa a leitura de QR Code e a digitação manual de chaves Pix, tornando o processo mais rápido e prático.

Usuários de iPhone continuam sem acesso

Apesar da expansão da modalidade, os usuários de iPhone ainda não conseguem utilizar o Pix por aproximação no Brasil.

Atualmente, a liberação da tecnologia depende das discussões envolvendo a Apple e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que investiga possíveis restrições relacionadas ao acesso ao sistema NFC dos aparelhos.

Enquanto o impasse não é resolvido, a funcionalidade segue disponível apenas para dispositivos compatíveis com as carteiras digitais já integradas ao sistema.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás   

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