Conferir o CNIS e organizar comprovantes antes de solicitar o benefício pode evitar atrasos e problemas na análise do INSS
Quem está perto de se aposentar precisa tomar alguns cuidados antes de enviar o pedido ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além de verificar se já cumpre os requisitos, o trabalhador deve conferir documentos e revisar todo o histórico de contribuições.
Isso porque informações incorretas ou períodos de trabalho que não aparecem no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) podem interferir na análise. Portanto, fazer essa conferência antes do requerimento reduz o risco de problemas durante o processo.
Além disso, o próprio segurado pode solicitar a aposentadoria pelo Meu INSS. A contratação de advogado não é obrigatória para fazer o pedido administrativo.
Quais documentos separar para pedir aposentadoria?
Para trabalhadores urbanos, alguns documentos ajudam a comprovar o histórico profissional e previdenciário. Entre os principais estão:
- Carteira de Trabalho (CTPS);
- carnês ou guias de recolhimento ao INSS;
- documentos pessoais;
- comprovante de residência.
Já quem exerceu atividade rural pode precisar de outros comprovantes. Nesse caso, entram documentos de propriedade rural, contratos de arrendamento, parceria, cessão ou comodato, comprovantes de pagamento de imposto sobre a terra, talão de produtor e notas fiscais relacionadas à atividade.
Além disso, quem trabalhou tanto no campo quanto em emprego formal deve reunir também os registros referentes aos vínculos urbanos.
Confira o CNIS antes de fazer o pedido
Antes de solicitar a aposentadoria, o trabalhador deve conferir as informações registradas no CNIS. O cadastro reúne dados sobre vínculos empregatícios, remunerações e contribuições previdenciárias.
No entanto, o sistema pode apresentar divergências. Um emprego antigo pode não constar no histórico, por exemplo. Da mesma forma, podem faltar remunerações ou períodos de contribuição.
Por isso, caso encontre algum erro, o segurado deve solicitar a correção antes de entrar com o pedido de aposentadoria.
Também merece atenção quem possui períodos de atividade rural, serviço público, atividade especial ou contribuições como autônomo. Isso porque o INSS pode não reconhecer automaticamente determinadas situações.
É possível pedir aposentadoria sem advogado?
Sim. O segurado pode acessar o Meu INSS, consultar as informações disponíveis e apresentar o requerimento por conta própria.
Para quem possui um histórico contributivo simples e com todos os vínculos registrados corretamente, o processo tende a exigir menos ajustes.
Por outro lado, situações mais complexas podem demandar uma análise detalhada. Isso ocorre, por exemplo, quando existem contribuições não reconhecidas, períodos especiais ou possibilidade de enquadramento em diferentes regras de aposentadoria.
Além disso, após a Reforma da Previdência de 2019, diferentes regras permanentes e de transição passaram a coexistir. Dessa forma, preencher os requisitos de uma modalidade não significa necessariamente que ela oferecerá o benefício mais vantajoso.
Simulador do Meu INSS exige atenção
O Meu INSS disponibiliza uma ferramenta para simular a aposentadoria. Porém, o cálculo considera as informações que já constam na base de dados do instituto.
Assim, caso o CNIS tenha dados incompletos, a simulação também poderá apresentar um resultado que não reflita todo o histórico do trabalhador.
Além disso, a simulação funciona apenas como uma projeção. O resultado, portanto, não garante que o INSS concederá o benefício.
INSS pode solicitar novos documentos
Mesmo depois do envio do pedido, o segurado precisa acompanhar o andamento do processo. Durante a análise, o INSS pode solicitar documentos ou esclarecimentos adicionais.
Nesse caso, o trabalhador deve responder à exigência dentro do prazo informado. Caso contrário, a falta de documentação poderá prejudicar a análise do benefício.
Por fim, antes de solicitar a aposentadoria, vale revisar o CNIS, conferir os vínculos de trabalho, verificar remunerações e separar todos os comprovantes necessários. Dessa maneira, o segurado consegue apresentar ao INSS um histórico mais completo desde o início do processo.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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