Padrasto confessa morte de bebê após perder dinheiro em apostas

03/09/2026

Homem investigado pela morte de uma bebê de 1 ano e 3 meses em São Paulo.

Criança de 1 ano e 3 meses chegou sem vida a uma UPA de São Paulo; suspeito inicialmente apresentou versão de queda, mas depois admitiu as agressões

Um homem confessou ter agredido a enteada de 1 ano e 3 meses, que morreu após chegar desacordada à UPA de Pirituba, na zona norte de São Paulo, na noite de terça-feira (1º). Segundo o relato do próprio padrasto, ele estava irritado depois de perder dinheiro em apostas.

Inicialmente, a mãe informou que a menina teria sofrido uma queda de aproximadamente dois metros. No entanto, durante o atendimento, médicos encontraram um afundamento na região da cabeça, hematomas pelo corpo e outras lesões que levantaram suspeitas de violência.

Diante dos ferimentos, a equipe médica acionou as autoridades. A partir disso, a Polícia Civil começou a investigar o que havia acontecido com a criança.

Padrasto admite agressões

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o padrasto estava sozinho com a bebê no momento das agressões, enquanto a mãe trabalhava.

Posteriormente, o homem afirmou que havia perdido dinheiro em apostas e estava nervoso. Segundo ele, a irritação antecedeu as agressões contra a criança.

Com isso, a versão de uma possível queda acidental perdeu força durante a apuração.

Além disso, o homem teria deixado a unidade de saúde sob a justificativa de que buscaria roupas em casa. Porém, ele não retornou.

Polícia localizou e prendeu o suspeito

Após a saída do padrasto da UPA, policiais iniciaram buscas e conseguiram localizá-lo.

Na sequência, segundo as informações divulgadas pela polícia, ele também confessou as agressões às autoridades. Os agentes, então, prenderam o homem em flagrante por homicídio.

Agora, investigadores tentam esclarecer como ocorreram as agressões e reconstruir os momentos anteriores à morte da menina.

Polícia apura outra suspeita

Além do homicídio, a investigação apura uma possível ocorrência de violência sexual. A hipótese surgiu após a identificação de lesões durante o atendimento médico.

No entanto, os investigadores ainda aguardam exames periciais para confirmar ou descartar essa suspeita. Portanto, até o momento, não há conclusão sobre eventual violência sexual.

Além disso, a perícia no corpo da criança deverá ajudar a esclarecer oficialmente a causa da morte e a origem dos ferimentos.

Mãe também deverá prestar esclarecimentos

A investigação também pretende esclarecer as circunstâncias envolvendo a mãe da bebê e verificar se houve algum tipo de omissão. Até o momento, porém, ela não foi presa.

O 33º Distrito Policial, em Pirituba, conduz a investigação.

Enquanto isso, o padrasto permanece como investigado. Apesar da confissão relatada, a Justiça ainda não julgou o caso nem estabeleceu eventual condenação.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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