Mulher é presa suspeita de matar marido com 54 facadas em SP

09/09/2026

Homem que morreu após sofrer dezenas de golpes de faca em Americana, no interior de São Paulo.

Crime ocorreu no estacionamento de uma academia em Americana; filha de 12 anos estava no local e deverá prestar depoimento especial

Uma mulher acabou presa em flagrante após o marido morrer com 54 ferimentos provocados por faca no estacionamento de uma academia em Americana, no interior de São Paulo. O caso ocorreu no domingo (6) e segue sob investigação da Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, uma funcionária da academia acionou a Polícia Militar. Ao chegar ao endereço, os agentes encontraram o homem gravemente ferido no estacionamento. Além disso, havia uma faca próxima ao local onde ele estava.

A vítima recebeu atendimento e seguiu de ambulância para a UPA Dona Rosa. No entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Filha de 12 anos estava no local

Dentro da academia, os policiais encontraram a esposa da vítima. Conforme o registro policial, ela apresentava manchas de sangue nas roupas e estava acompanhada da filha do casal, de 12 anos.

De acordo com a ocorrência, a adolescente presenciou o episódio. Por isso, as autoridades deverão ouvi-la por meio de depoimento especial, procedimento utilizado para proteger crianças e adolescentes durante esse tipo de apuração.

Em seguida, mãe e filha passaram por atendimento no Hospital Municipal de Americana. Como não apresentavam ferimentos, ambas receberam liberação médica.

Hospital identificou 54 ferimentos

Durante a apuração, funcionários da unidade de saúde informaram à polícia que a vítima apresentava 54 lesões provocadas por faca. Desse total, 39 estavam na parte posterior do corpo.

Além disso, os investigadores apreenderam a faca encontrada no estacionamento e um celular. O material poderá ajudar a esclarecer as circunstâncias e a motivação do crime.

Boletim cita pedido anterior de medida protetiva

Outro ponto passou a integrar a investigação. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher havia solicitado uma medida protetiva contra o marido em 16 de agosto deste ano.

No entanto, cinco dias depois, em 21 de agosto, ela retirou a queixa. O registro, por si só, não esclarece as circunstâncias do homicídio, que ainda dependem da investigação policial.

Por fim, a Polícia Civil registrou o caso como homicídio no 3º Distrito Policial de Americana. A mulher permanece como investigada, enquanto as autoridades apuram o que aconteceu antes e durante o crime.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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