A Polícia Civil prendeu temporariamente, nesta terça-feira (25), a mãe de Samyra Roberta Almeida, de 10 anos. A menina morreu em circunstâncias ainda investigadas em Peruíbe, no litoral de São Paulo.
Os agentes localizaram a mulher, de 33 anos, no Jardim Caraminguava e cumpriram o mandado durante a tarde. Em seguida, levaram a investigada para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe.
Agora, a polícia tenta esclarecer o que aconteceu com a criança dentro da residência da família.
Mãe encontrou a filha dentro de casa
Samyra morreu na madrugada do dia 10 de agosto. Segundo o registro policial, a própria mãe encontrou a filha suspensa por uma corda em um dos cômodos da casa.
Diante da situação, dois homens que moravam na parte superior do imóvel ajudaram a retirar a criança do local. Depois, o grupo levou Samyra até a UPA de Peruíbe.
No entanto, a menina não resistiu.
Médico levantou suspeita de violência
Durante o atendimento, um médico levantou a possibilidade de Samyra ter sofrido violência de natureza sexual. Por isso, as autoridades ampliaram a investigação sobre as circunstâncias da morte.
Em seguida, a perícia realizou os primeiros procedimentos e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos.
Inicialmente, a Polícia Civil tratou o episódio como morte suspeita. Desde então, os investigadores passaram a reunir informações para reconstruir os acontecimentos anteriores à morte da criança.
Investigação inclui celulares e exames periciais
Durante as diligências, a polícia apreendeu aparelhos celulares relacionados à ocorrência. Além disso, os investigadores solicitaram diferentes exames para ajudar no esclarecimento do caso.
Conforme o boletim de ocorrência, a apuração inclui exame de corpo de delito, coleta de DNA e análise de material subungueal.
Esses resultados podem trazer informações importantes sobre o que aconteceu. No entanto, segundo as últimas informações divulgadas, os laudos ainda não haviam ficado prontos.
Prisão ocorre durante andamento da investigação
A polícia prendeu a mãe pouco mais de duas semanas depois da morte de Samyra. A Justiça autorizou a prisão temporária enquanto os investigadores continuam as diligências.
Por isso, a medida não representa uma condenação e ocorre dentro da fase de investigação.
A delegada Izabela Coelho conduz o caso. Agora, a equipe busca esclarecer a dinâmica dos fatos e entender o que aconteceu na residência antes de Samyra morrer.
Enquanto isso, a mãe permanece à disposição da Justiça.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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