Uma discussão entre familiares terminou com a morte de um homem de 36 anos na noite de quinta-feira (27), em Guarulhos, na Grande São Paulo. Durante a confusão, um policial militar atirou contra o cunhado, Leandro Dantas de Barros, que trabalhava como borracheiro. O PM mantinha um relacionamento com a irmã dele havia cerca de seis meses.
O caso aconteceu na Rua Martinópolis, no Jardim Ottawa. Segundo relatos de familiares, Leandro havia consumido bebida alcoólica e estava agressivo antes do confronto.
Discussão teria começado por causa do relacionamento da irmã
De acordo com os parentes, Leandro não aceitava o namoro da irmã com o policial. Durante a discussão, ele teria usado uma ferramenta para quebrar os vidros do carro do PM.
No entanto, testemunhas apresentaram versões diferentes sobre o objeto. Algumas mencionaram uma machadinha, enquanto outras citaram uma marreta. Por isso, os investigadores deverão analisar a ferramenta para esclarecer esse ponto.
Ainda conforme os familiares, Leandro teria ameaçado matar o cunhado. Em seguida, a irmã conseguiu retirar o objeto das mãos dele.
Mesmo sem a ferramenta, porém, o homem teria continuado avançando em direção ao policial. Nesse momento, testemunhas afirmam que o PM pediu para que ele parasse e se acalmasse.
Policial atirou durante aproximação
Como Leandro teria continuado se aproximando, o policial efetuou um disparo. O tiro atingiu a região abdominal da vítima.
Logo depois, testemunhas acionaram as equipes de emergência. Leandro, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Posteriormente, uma equipe levou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML) de Guarulhos.
A família afirma que o PM agiu em legítima defesa. Entretanto, a Polícia Civil ainda precisa esclarecer as circunstâncias do disparo e avaliar essa versão durante a investigação.
Polícia Civil apura dinâmica da briga
Agora, os investigadores devem ouvir testemunhas e analisar a arma do policial. Além disso, a polícia deverá procurar imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado a discussão.
Outro ponto da investigação será a distância entre os dois no momento do tiro. Dessa forma, a polícia pretende determinar se havia risco imediato para o PM ou para outras pessoas.
Até o momento, as autoridades não divulgaram o nome do policial militar nem a unidade em que ele trabalha. Além disso, não há informação sobre eventual prisão em flagrante.
Por fim, Leandro era casado e deixou quatro filhos, de 2, 5, 11 e 13 anos.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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