A Polícia Militar de Minas Gerais investiga a morte de Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, encontrada sem vida dentro do apartamento onde morava com o filho, de 27 anos, no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste de Belo Horizonte.
Segundo a corporação, o homem permaneceu dentro do imóvel por cerca de três dias após o crime. Como os vizinhos estranharam o desaparecimento da mulher e não conseguiam contato com ela, decidiram acionar a polícia.
Vizinhos acionaram a polícia após estranharem o sumiço
Quando chegaram ao local, os policiais tentaram contato com os moradores. No entanto, como ninguém abriu a porta, a equipe precisou arrombar a entrada do apartamento.
Logo em seguida, os militares encontraram o suspeito próximo à porta. De acordo com os agentes, ele não apresentou resistência durante a abordagem.
Além disso, ao ser questionado sobre o paradeiro da mãe, o homem confessou o crime imediatamente.
“Perguntamos onde estava a mãe dele e ele respondeu que a havia matado. Em seguida, indicou o quarto onde estava o corpo”, relatou um policial que participou da ocorrência.
Policiais encontraram uma cena de extrema violência
Na sequência, os agentes entraram no cômodo indicado pelo suspeito e encontraram uma cena que classificaram como extremamente chocante.
Segundo a Polícia Militar, Jussara apresentava diversos ferimentos provocados por faca. Além disso, o corpo estava decapitado. A cabeça da vítima também estava no mesmo quarto.
Diante da gravidade da ocorrência, a equipe acionou a perícia para realizar os levantamentos necessários. No entanto, a grande quantidade de lesões dificultou uma avaliação inicial mais precisa.
Relatos de testemunhas reforçam a investigação
Enquanto os policiais realizavam os procedimentos no local, moradores do prédio relataram momentos de tensão que teriam antecedido o crime.
De acordo com testemunhas ouvidas pela corporação, a vítima teria pedido ao filho que não a machucasse.
“Não faz isso, filho. Eu te amo”, teria dito Jussara pouco antes do assassinato, segundo os relatos colhidos pela polícia.
Polícia busca esclarecer motivação do crime
Após a prisão, os agentes levaram o suspeito para a delegacia. Durante o depoimento, ele voltou a admitir o assassinato e chorou ao falar sobre o caso.
Agora, os investigadores trabalham para determinar exatamente quando o crime aconteceu e o que motivou a violência.
Além disso, informações preliminares apontam que o homem possui histórico de esquizofrenia. Mesmo assim, a Polícia Civil continua reunindo depoimentos, laudos e demais provas para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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