Leonardo Ferreira de Almeida, de 44 anos, é suspeito de matar a própria mãe adotiva e cometer estupros durante o período em que cumpria saída temporária no Distrito Federal. Condenado anteriormente por estupro e homicídio, ele cumpria pena de 32 anos e nove meses de prisão quando deixou a unidade prisional por meio do benefício conhecido como “saidão”.
Segundo as investigações, os crimes aconteceram na segunda-feira (10). Desde então, as forças de segurança procuram o suspeito.
Justiça autorizou progressão para o semiaberto
Leonardo passou para o regime semiaberto em maio de 2024. Na época, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal entendeu que a nova legislação que restringe a saída temporária para condenados por crimes hediondos não poderia alcançar casos anteriores à mudança da lei.
Além disso, a Justiça considerou que aplicar a norma de forma retroativa tornaria a situação do condenado mais gravosa, o que contraria o princípio da irretroatividade da lei penal.
Ainda conforme os registros judiciais, Leonardo chegou a pedir autorização para cumprir uma saída temporária em Goiânia, no início de 2026. No entanto, a Vara de Execuções Penais negou o pedido porque a distância dificultaria a fiscalização pelos policiais penais do Distrito Federal.
Suspeito teria matado mãe adotiva e abusado de mulheres
De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Leonardo morava com a mãe adotiva, Francisca Almeida da Silva, de 70 anos, quando deixava o sistema prisional.
Agora, a polícia investiga a morte da idosa, ocorrida durante a saída temporária do condenado.
Além disso, os investigadores apuram denúncias de estupro contra duas jovens, de 19 e 20 anos. Uma terceira mulher também relatou ter sido vítima de violência sexual atribuída ao suspeito.
Condenado já respondia por crimes semelhantes
Antes dos novos fatos, Leonardo já cumpria pena por estupro e homicídio. Durante o cumprimento da condenação, ele participou de encontros do Grupo de Sexualidade Saudável, conforme registros do processo de execução penal.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue as buscas para localizar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias dos crimes.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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