Uma petição apresentada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) pede a reabertura das investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008. O documento, protocolado na última quinta-feira (20), cita três possíveis testemunhas e apresenta uma nova hipótese sobre o crime.
A representação foi elaborada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, em nome da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ SP. Entre as alegações, o documento levanta a hipótese de que Antônio Nardoni, avô de Isabella, poderia ter atuado como suposto mandante do crime.
No entanto, as afirmações fazem parte de um pedido de investigação e ainda dependem da análise das autoridades. Portanto, não representam uma nova conclusão oficial sobre o assassinato.
Petição cita três possíveis testemunhas
Segundo a representação, uma das testemunhas seria uma policial penal que teria presenciado declarações atribuídas a Anna Carolina Jatobá durante o período em que ela esteve presa.
Conforme o documento, Jatobá teria afirmado diante de agentes penitenciários que Antônio Nardoni estaria por trás da morte de Isabella. Além disso, ela teria negado participação direta no assassinato e sustentado que não lançou a menina da janela.
Uma segunda agente penitenciária também teria ouvido declarações semelhantes. Entretanto, de acordo com a petição, ela teria receio de prestar depoimento por temer consequências profissionais.
Já a terceira possível testemunha seria uma ex-funcionária de um escritório de advocacia. Segundo o relato apresentado, um advogado teria decidido não assumir a defesa da família na época devido às circunstâncias que envolviam o caso.
Documento levanta suspeitas sobre período na prisão
Além das possíveis testemunhas, a petição apresenta alegações sobre o período em que Anna Carolina Jatobá permaneceu no sistema prisional.
O documento sustenta que integrantes da administração penitenciária teriam concedido supostas vantagens à detenta. Também levanta suspeitas sobre a circulação de Antônio Nardoni dentro da unidade e sobre uma atividade profissional remunerada exercida por Jatobá.
Essas afirmações, porém, integram a argumentação apresentada pelos responsáveis pela petição e ainda não foram confirmadas pelas autoridades.
Pedido inclui novo inquérito e proteção a testemunhas
A representação pede que o Ministério Público retome as investigações ou determine a abertura de um novo inquérito. O objetivo seria apurar possíveis crimes de homicídio, fraude processual e corrupção.
Além disso, o advogado solicita novos depoimentos de agentes penitenciários, ex-detentas e outras pessoas que possam contribuir com a apuração.
O pedido também requer medidas de proteção para as testemunhas citadas, diante das alegações de possíveis intimidações e retaliações.
Agora, cabe ao Ministério Público analisar os elementos apresentados e decidir quais providências serão adotadas.
Caso Isabella Nardoni
Isabella Nardoni tinha 5 anos quando morreu, em março de 2008, após cair do sexto andar do prédio onde o pai morava, na zona norte de São Paulo.
A Justiça condenou Alexandre Nardoni, pai da criança, e Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, pelo crime. A nova petição não altera essas condenações e, até o momento, representa apenas um pedido para que as autoridades realizem novas apurações.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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