Caso Isabella Nardoni pode ser reaberto após 18 anos; entenda

24/08/2026

Alexandre Nardoni e Isabella Nardoni em imagens de arquivo

Uma petição apresentada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) pede a reabertura das investigações sobre a morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008. O documento, protocolado na última quinta-feira (20), cita três possíveis testemunhas e apresenta uma nova hipótese sobre o crime.

A representação foi elaborada pelo advogado Francisco Angelo Carbone Sobrinho, em nome da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ SP. Entre as alegações, o documento levanta a hipótese de que Antônio Nardoni, avô de Isabella, poderia ter atuado como suposto mandante do crime.

No entanto, as afirmações fazem parte de um pedido de investigação e ainda dependem da análise das autoridades. Portanto, não representam uma nova conclusão oficial sobre o assassinato.

Petição cita três possíveis testemunhas

Segundo a representação, uma das testemunhas seria uma policial penal que teria presenciado declarações atribuídas a Anna Carolina Jatobá durante o período em que ela esteve presa.

Conforme o documento, Jatobá teria afirmado diante de agentes penitenciários que Antônio Nardoni estaria por trás da morte de Isabella. Além disso, ela teria negado participação direta no assassinato e sustentado que não lançou a menina da janela.

Uma segunda agente penitenciária também teria ouvido declarações semelhantes. Entretanto, de acordo com a petição, ela teria receio de prestar depoimento por temer consequências profissionais.

Já a terceira possível testemunha seria uma ex-funcionária de um escritório de advocacia. Segundo o relato apresentado, um advogado teria decidido não assumir a defesa da família na época devido às circunstâncias que envolviam o caso.

Documento levanta suspeitas sobre período na prisão

Além das possíveis testemunhas, a petição apresenta alegações sobre o período em que Anna Carolina Jatobá permaneceu no sistema prisional.

O documento sustenta que integrantes da administração penitenciária teriam concedido supostas vantagens à detenta. Também levanta suspeitas sobre a circulação de Antônio Nardoni dentro da unidade e sobre uma atividade profissional remunerada exercida por Jatobá.

Essas afirmações, porém, integram a argumentação apresentada pelos responsáveis pela petição e ainda não foram confirmadas pelas autoridades.

Pedido inclui novo inquérito e proteção a testemunhas

A representação pede que o Ministério Público retome as investigações ou determine a abertura de um novo inquérito. O objetivo seria apurar possíveis crimes de homicídio, fraude processual e corrupção.

Além disso, o advogado solicita novos depoimentos de agentes penitenciários, ex-detentas e outras pessoas que possam contribuir com a apuração.

O pedido também requer medidas de proteção para as testemunhas citadas, diante das alegações de possíveis intimidações e retaliações.

Agora, cabe ao Ministério Público analisar os elementos apresentados e decidir quais providências serão adotadas.

Caso Isabella Nardoni

Isabella Nardoni tinha 5 anos quando morreu, em março de 2008, após cair do sexto andar do prédio onde o pai morava, na zona norte de São Paulo.

A Justiça condenou Alexandre Nardoni, pai da criança, e Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, pelo crime. A nova petição não altera essas condenações e, até o momento, representa apenas um pedido para que as autoridades realizem novas apurações.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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