O laudo da Polícia Científica do Tocantins concluiu que Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morreu em decorrência de múltiplas agressões e lesões sugestivas de violência sexual. O documento aponta que a criança sofreu traumatismo cranioencefálico, perfuração intestinal, hemorragia interna e choque hemorrágico, lesões que provocaram a morte.
A perícia também descartou a versão inicial apresentada pelo pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa. No dia 3 de agosto, ele informou à polícia que o filho teria se afogado na piscina da residência onde estava. No entanto, os peritos não encontraram elementos que sustentassem essa hipótese.
Perícia detalha lesões encontradas
Segundo o laudo, Gustavo apresentava hematomas em diferentes regiões da cabeça e do rosto, além de edema cerebral. Os peritos também identificaram uma grave lesão na região anal, laceração no reto e grande quantidade de sangue e fezes na cavidade abdominal, provocadas por perfurações intestinais.
Ao responder aos quesitos oficiais, o médico-legista concluiu que a causa médica da morte foi choque hemorrágico, choque neurogênico, hemorragia interna e perfuração intestinal. Além disso, o documento afirma que as lesões decorreram de ação contundente e violência sexual praticadas com crueldade.
Investigação mudou após resultado dos exames
Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio. Conforme a investigação, o pai permaneceu por horas na residência antes de acionar as autoridades, circunstância que reforçou a suspeita de que a versão do afogamento teria sido criada para tentar explicar a morte da criança.
O pai, Igor Gustavo Veloso de Sousa, e a madrasta, Kathellen Moreira, permanecem presos preventivamente. Embora neguem participação no crime, ambos seguem sob investigação. Além disso, a Polícia Civil também apura um possível histórico de agressões contra o menino, após a mãe apresentar vídeos e registros que mostrariam Gustavo com ferimentos depois de visitas ao pai.
Laudo reforça indícios de violência
O exame pericial descreve que Gustavo sofreu diversas agressões antes de morrer. De acordo com o documento, as lesões encontradas são compatíveis com violência contundente e indicam ainda sinais sugestivos de violência sexual.
Além disso, os peritos coletaram materiais biológicos para exames complementares, como pesquisa de sêmen, álcool e drogas. Esses resultados ainda não haviam sido anexados ao laudo no momento da conclusão do documento.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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