Bruxo fundador da Igreja de Lúcifer no Brasil é morto a tiros, veja

21/08/2026

Bruxo Paulo Padilha, fundador da Igreja de Lúcifer no Ceará

Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha, morreu após sofrer vários disparos de arma de fogo em Fortaleza, no Ceará. O crime aconteceu na quinta-feira (20), enquanto ele estava em frente a uma oficina mecânica.

Paulo Padilha ficou conhecido por fundar a primeira Igreja de Lúcifer do Ceará. Além disso, nas redes sociais, ele se apresentava como bruxo e bispo satânico e publicava conteúdos relacionados à chamada quimbanda luciferiana e a práticas de amarração amorosa.

Ataque aconteceu em frente a oficina

No momento do crime, Paulo Padilha havia parado em uma oficina para consertar um dos pneus do veículo em que estava. Enquanto aguardava o serviço, ele permanecia acompanhado de outro homem.

Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar, um motociclista chegou ao local e começou a atirar. Como resultado, Paulo sofreu ferimentos na cabeça e no abdômen e morreu.

Além dele, os disparos também atingiram o homem que o acompanhava. O sobrevivente usava tornozeleira eletrônica e, posteriormente, recebeu atendimento médico em estado grave.

Após o ataque, o responsável pelos tiros deixou o local. Até o momento, porém, as autoridades não informaram se já identificaram o suspeito.

Quem era Bruxo Paulo Padilha

Paulo Padilha praticava a chamada quimbanda luciferiana. Além disso, utilizava as redes sociais para divulgar conteúdos relacionados às suas práticas religiosas e se apresentava como especialista em amarração amorosa.

Em setembro de 2023, ele fundou a Igreja de Lúcifer de Fortaleza, no bairro Benfica. Paralelamente à atuação religiosa, Paulo também mantinha bares na região.

Por outro lado, ele acumulava registros policiais. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Paulo tinha antecedentes por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.

Em março de 2025, por exemplo, policiais o prenderam em flagrante em um de seus estabelecimentos. Na ocasião, a ocorrência envolveu acusações de desacato, corrupção ativa e injúria de caráter homofóbico.

Polícia investiga o assassinato

Até agora, a polícia não divulgou a possível motivação para o homicídio. Da mesma forma, as autoridades ainda não informaram publicamente a identidade do responsável pelos disparos.

Por isso, a investigação busca esclarecer tanto a dinâmica quanto a motivação do ataque. A 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz o caso.

Enquanto isso, os investigadores trabalham para identificar o autor e verificar se outras pessoas tiveram participação no crime.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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