Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha, morreu após sofrer vários disparos de arma de fogo em Fortaleza, no Ceará. O crime aconteceu na quinta-feira (20), enquanto ele estava em frente a uma oficina mecânica.
Paulo Padilha ficou conhecido por fundar a primeira Igreja de Lúcifer do Ceará. Além disso, nas redes sociais, ele se apresentava como bruxo e bispo satânico e publicava conteúdos relacionados à chamada quimbanda luciferiana e a práticas de amarração amorosa.
Ataque aconteceu em frente a oficina
No momento do crime, Paulo Padilha havia parado em uma oficina para consertar um dos pneus do veículo em que estava. Enquanto aguardava o serviço, ele permanecia acompanhado de outro homem.
Segundo relatos de testemunhas à Polícia Militar, um motociclista chegou ao local e começou a atirar. Como resultado, Paulo sofreu ferimentos na cabeça e no abdômen e morreu.
Além dele, os disparos também atingiram o homem que o acompanhava. O sobrevivente usava tornozeleira eletrônica e, posteriormente, recebeu atendimento médico em estado grave.
Após o ataque, o responsável pelos tiros deixou o local. Até o momento, porém, as autoridades não informaram se já identificaram o suspeito.
Quem era Bruxo Paulo Padilha
Paulo Padilha praticava a chamada quimbanda luciferiana. Além disso, utilizava as redes sociais para divulgar conteúdos relacionados às suas práticas religiosas e se apresentava como especialista em amarração amorosa.
Em setembro de 2023, ele fundou a Igreja de Lúcifer de Fortaleza, no bairro Benfica. Paralelamente à atuação religiosa, Paulo também mantinha bares na região.
Por outro lado, ele acumulava registros policiais. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Paulo tinha antecedentes por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.
Em março de 2025, por exemplo, policiais o prenderam em flagrante em um de seus estabelecimentos. Na ocasião, a ocorrência envolveu acusações de desacato, corrupção ativa e injúria de caráter homofóbico.
Polícia investiga o assassinato
Até agora, a polícia não divulgou a possível motivação para o homicídio. Da mesma forma, as autoridades ainda não informaram publicamente a identidade do responsável pelos disparos.
Por isso, a investigação busca esclarecer tanto a dinâmica quanto a motivação do ataque. A 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz o caso.
Enquanto isso, os investigadores trabalham para identificar o autor e verificar se outras pessoas tiveram participação no crime.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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